AMO MEU BLOGUINHO
quinta-feira, 29 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ciranda de Histórias 2010 - Bibliotecas Populares Municipais RJ
Cia Histórias para Boi dormir
Sessão de Histórias: Contos causos e historinhas
Biblioteca Popular da Tijuca
04/05 – 10h
Faixa etária: 5 a 10 anos
A sessão de histórias foi criada a partir
de uma pesquisa sobre os contos e
lendas do nosso Brasil. Com o objetivo
de recontar algumas histórias da
tradição oral brasileira, resgatamos
aquelas que ouvimos na nossa infância,
pelos nossos pais, avós e tios, e que
devido a sua importância até hoje
continuam vivas na memória do povo.
Nosso trabalho é reviver as histórias
que há muitos anos encantam a cada
um que as ouve, contribuindo para que
elas continuem sendo passadas de
geração a geração.
As histórias da sessão são adaptações dos seguintes livros:
“Histórias da Tia Nastácia” de Monteiro Lobato
“Histórias Brasileiras” de Ana Maria Machado
Rebeca Queiroz
Sessão de Histórias: Histórias Pintadas
Biblioteca Popular de Sulacap
04/05 – 15h
Faixa etária: a partir de 5 anos
A contadora de histórias canta e pinta seus contos? Pois é. Em "Histórias
Pintadas", a atriz Rebeca Queiroz apresenta emocionantes contos populares
brasileiros recolhidos pelo folclorista Luís da Câmara Cascudo, utilizando-se
de suas próprias pinturas e interpretando lindas cantigas. “A Porta” de Vinícius
de Moraes abre as portas do palco para uma artista que, com leveza
interpretativa e beleza plástica, nos revela importantes aspectos da alma
humana tão presentes nos contos transmitidos pelo povo brasileiro
As histórias da sessão podem ser encontradas no livro
“Contos Tradicionais do Brasil” de Câmara Cascudo.
Sessão de histórias: Como ouvir os clássicos?
Biblioteca Popular do Grajaú
11/05 – 10h
Faixa etária: 4 a 10 anos
Seguindo o trabalho que o Grupo Mosaicos
vem apresentando há dois anos, de trabalhar
com histórias e autores clássicos, cuja obra
possa servir de referência à outras leituras, na
sessão Como ouvir os clássicos?, a contadora
Luciana Zule narrará histórias dos Irmãos
Grimm e de Andersen, além de uma história
recolhida na própria oralidade. Nessa sessão,
histórias de “outros tempos” serão evocadas,
abrindo espaço para antigas e novas
descobertas.
Histórias da sessão podem ser encontradas nos seguintes livros:
“Contos de Grimm” (Ed.Cia das Letras), “Contos de Grimm” (Ed. Itatiaia),
“Contos de Andersen” (Ed. Paz e Terra).
Ilana Pogrebinschi
Sessão de histórias: Como ouvir os clássicos?
Biblioteca Popular da Penha
11/05 – 15h
Faixa Etária: a partir de 7 anos
Nesta sessão Ilana Pogrebinschi conta histórias de reinos distantes. O conto do
folclore brasileiro Por que mar Tanto Chora, O Pote Vazio da tradição oriental e
a história judaica O Pedreiro são entremeadas por canções tocadas ao violão e
flauta transversa.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Versos de perna quebrada

Versos de perna quebrada
(poesia infantil)
Eu sou quieta! Introvertida!
Mas tenho habilidades!
Por exemplo, escuto com os olhos:
sei o que pensas
independente de tuas palavras
só pelos teus gestos.
Sei ver a cor
de coisas que não tem cor:
tarde é amarela; frio é cinza.
E escrevo poesias.
Versos de perna quebrada,
mas vá lá!
Ah! Também sei desenhar!
Desenhei uma muleta para os versos.
...Tudo resolvido!
Lenise Marques
quinta-feira, 22 de abril de 2010
A pipa e o vento
A Pipa e o VentoAprumo a máquina,
dou linha à pipa
e ela sobe alto
pela força do vento.
O vento é feliz
porque leva a pipa,
a pipa é feliz
porque tem o vento.
Se tudo correr bem,
pipa e vento,
num lindo momento,
vão chegar ao céu.
Cleonice Rainho
Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=75000305&tid=5293699402026353841quarta-feira, 21 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Como apareceu a noite
A filha da Cobra Grande – contam – casara-se com um moço. Esse moço tinha três fâmulos fiéis. Um dia, ele chamou os três fâmulos e disse-lhes:
— Ide passear, porque minha mulher não quer dormir comigo.
Os fâmulos foram-se, e então ele chamou sua mulher para dormir com ele. A filha da Cobra Grande respondeu-lhe
— Ainda não é noite.
O moço disse-lhe:
— Não há noite, somente há dia.
A moça falou:
— Meu pai tem noite. Se queres dormir comigo, manda buscá-la lá, pelo grande rio.
O moço chamou os três fâmulos; a moça mandou-os à casa de seu pai, para trazerem um caroço de tucumã. Os fâmulos foram, chegaram à casa da Cobra Grande, esta lhes entregou um caroço de tucumã muito bem fechado e disse-lhes:
— Aqui está; levai-o. Eia! Não o abrais, senão todas as coisas se perderão.
Os fâmulos foram-se, e estavam ouvindo barulho dentro do coco de tucumã, assim: tem, tem, tem… xi… Era o barulho dos grilos e dos sapinhos que cantam de noite. Quando já estavam longe, um dos fâmulos disse a seus companheiros:
— Vamos ver que barulho será este?
O piloto disse:
— Não, do contrário nos perderemos. Vamos embora, eia, remai!
Eles foram e continuaram a ouvir aquele barulho dentro do coco de tucumã, e não sabiam que barulho era. Quando já estavam muito longe, ajuntaram-se no meio da canoa, acenderam fogo, derreteram o breu que fechava o coco e abriram-no. De repente, tudo escureceu.
O piloto então disse:
— Nós estamos perdidos; e a moça, em sua casa, já sabe que abrimos o coco de tucumã!
Eles seguiram viagem.
A moça, em sua casa, disse então a seu marido:
— Eles soltaram a noite; vamos esperar a manhã.
Então, todas as coisas que estavam espalhadas pelo bosque se transformaram em animais e pássaros. As coisas que estavam espalhadas pelo rio se transformaram em patos e em peixes. Do paneiro gerou-se a onça; o pescador e sua canoa se transformaram em pato; de sua cabeça nasceram a cabeça e o bico do pato; da canoa, o corpo do pato; dos remos, as pernas do pato.
A filha da Cobra Grande, quando viu a estrela-d’alva, disse a seu marido:
— A madrugada vem rompendo. Vou dividir o dia da noite.
Então, ela enrolou um fio e disse-lhe:
— Tu serás cujubim.
Assim ela fez o cujubim; pintou a cabeça do cujubim de branco, com tabatinga; pintou-lhe as pernas de vermelho com urucum e, então disse-lhe:
— Cantarás para todo sempre, quando a manhã vier raiando.
Ela enrolou o fio, sacudiu cinza em riba dele, e disse:
— Tu serás inhambu, para cantar nos diversos tempos da noite e de madrugada.
De então pra cá todos os pássaros cantaram em seus tempos, e de madrugada para alegrar o Princípio do dia. Quando os três fâmulos chegaram, o moço disse-lhes:
— Não fostes fiéis – abristes o caroço de tucumã, soltastes a noite e todas as coisas se perderam, e vós também, que vos metamorfoseastes em macacos, andareis para todo sempre pelos galhos dos pau. (A boca preta e a risca amarela que eles têm no braço, dizem que são ainda o sinal do breu que fechava o caroço de tucumã e que escorreu sobre eles quando o derreteram.)
Lenda tupi registrada por General Couto de Magalhães em O selvagem
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Selinho da Vivi

terça-feira, 6 de abril de 2010
Exposição em maio na Biblioteca P. M. do Grajaú Clarice Lispector
A primeira exposição de 2010, agora na biblioteca do Grajaú, no meio dos livros. Tem maneira mais legal de conversar, de ouvir uma boa história? Olha que fofos os quadros:
Meu preferido

Lindos Parabéns Felipe!!!
Homenagem para Izabella
Milagre
Uma das maiores felicidades e alegrias que eu tive nesse mundo, foi ver a nossa Isabela na Igreja domingo passado, 04 de abril de 2010.Deus existe. Cristo está vivo.Nas minhas orações diárias, eu pedia assim: - Pai; transformai aquele fio de vida em um cabo de aço de puxar navios.Acontecido o milagre, resolvi perpetuar o pedido através da arte, fazendo um modesto quadrinho que entregarei a ela.
Que linda homenagem!!!
comentários:
Claudia Gomes disse...
Ficou lindo Professor!!! Tenho certeza que ela ficará muito feliz com seu gesto de carinho. Todos nós estamos muito emocionados até hoje com seu retorno lá na missa, eu então... não tenho mais palavras para expressar a minha felicidade ao vê-la cantando novamente comigo naquele domingo(04/04/2010). Deus seja louvado eternamente por todos nós, pela graça que concedeu de fazer a Izabella renascer.Um grande abraço, a Paz de Jesus e o Amor de Maria para o senhor e toda sua família.
domingo, 4 de abril de 2010
Izabella

Fiz uma postagem no meu outro blog sobre a Izabella uma amiga querida que sofreu um acidente em janeiro e está se recuperando, se puder dá uma passadinha lá, o blog é: http://www.duplaclaudiaerosana.blospot.com/
Beijos queridos amigos.
sábado, 27 de março de 2010
Ganhei o Oscar!!!!

Recebi com alegria da Aninha do blog:
http://paraisodoeducando.blogspot.com/
Obrigada amiga.
Vou presentear esse lindo selinho para as amigas abaixo:
http://www.catequistasheila.blogspot.com/
http://carla-gap.blogspot.com/
http://www.duplaclaudiaerosana.blogspot.com/
http://blogdamaeedofilho.blogspot.com/
http://vivikabert.blogspot.com/
sexta-feira, 12 de março de 2010
A caixa de Pandora

Pandora é a deusa da ressurreição.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Uma Pedra com barba

Uma hiena que caçava encontrou uma pedra com barba. Ela gritou:
- É a primeira vez que vejo uma pedra com barba!
Na mesma hora caiu morta.
Um momento depois, a pedra a trouxe de volta à vida e lhe disse:
- É sempre assim com as pedras barbadas. Se alguém diz: - É a primeira vez que vejo uma pedra com barba”, morre na mesma hora. É a lei.
A hiena pediu desculpas por sua ignorância, voltou para casa e imaginou ver aí uma boa oportunidade para acertar contas com sua velha adversária, a lebre. Ela lhe disse, mentindo desavergonhadamente:
- Encontrei uma coisa extraordinária. É uma pedra que tem barba. O problema é que ela mata imediatamente qualquer um a não ser que se diga ao vê-la: “É a primeira vez que vejo uma pedra com barba”. Se você não diz essa frase, você morre. Entendeu bem?
- Estendi bem – disse a lebre. Vamos ver isso.
Chegaram junto à pedra com barba e a hiena disse à lebre:
- Ande logo, diga a frase, senão você já era!
- Esqueci a frase. O que devo dizer mesmo?
- Vamos lembre! É a primeira vez...
- E a primeira – repetiu a lebre.
- Que eu vejo...
- Que eu vejo...
- Uma pedra...
- Uma pedra...
- Uma pedra com...
- Uma pedra com ... repetia a lebre
- Termine, agora!
- Termine, agora!
- Não, acabe a sua frase!
- Não, acabe a sua frase! Repetiu a lebre.
- Mas, como você é burra! – urrou a hiena.
- Mas como você é burra! – gritou a lebre.
- Imbecil! Cretina! Não consegue se lembrar de uma frase tão simples? É a primeira vez que vejo...
- É a primeira vez que vejo...
- Uma pedra com barba! – urrou a hiena no auge da sua raiva.
E na mesma hora ela caiu morta.
A pedra com barba disse à lebre:
- Eu a tinha perdoado uma primeira vez, mas duas, francamente, já é demais.
- Concordo com você, disse a lebre.
E a lebre voltou para casa tranqüilamente.
Conto tradicional do Senegal. Fonte: O Círculo dos Mentirosos de Jean-Claude Carrière. Ed.Codex.
Fonte:http://www.aletria.com.br/historias.asp?id=286
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Branca de Neve
Um dia, a rainha de um reino bem distante bordava perto da janela do castelo, uma grande janela com batentes de ébano, uma madeira escuríssima. Era inverno e nevava muito forte.
A certa altura, a rainha desviou o olhar para admirar os flocos de neve que dançavam no ar; mas com isso se distraiu e furou o dedo com a agulha.
Na neve que tinha caído no beiral da janela pingaram três gotinhas de sangue. O contraste foi tão lindo que a rainha murmurou:
— Pudesse eu ter uma menina branquinha como a neve, corada como sangue e com os cabelos negros como o ébano…
Alguns meses depois, o desejo da rainha foi atendido.
Ela deu à luz uma menina de cabelos bem pretos, pele branca e face rosada. O nome dado à princesinha foi Branca de Neve.
Mas quando nasceu a menina, a rainha morreu. Passado um ano, o rei se casou novamente. Sua esposa era lindíssima, mas muito vaidosa, invejosa e cruel.
Um certo feiticeiro lhe dera um espelho mágico, ao qual todos os dias ela perguntava, com vaidade:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o espelho respondia:
— Em todo o mundo, minha querida rainha, não existe beleza maior.
O tempo passou. Branca de Neve cresceu, a cada ano mais linda…
E um dia o espelho deu outra resposta à rainha.
— A sua enteada, Branca de Neve, é agora a mais bela.
Invejosa e ciumenta, a rainha chamou um de seus guardas e lhe ordenou que levasse a enteada para a mata e lá a matasse. E que trouxesse o coração de Branca de Neve, como prova de que a missão fora cumprida.
O guarda obedeceu. Mas, quando chegou à mata, não teve coragem de enfiar a faca naquela lindíssima jovem inocente que, afinal, nunca fizera mal a ninguém.
Deixou-a fugir. Para enganar a rainha, matou um veadinho, tirou o coração e entregou-o a ela, que quase explodiu de alegria e satisfação.
Enquanto isso, Branca de Neve fugia, penetrando cada vez mais na mata, ansiosa por se distanciar da madrasta e da morte.
Os animais chegavam bem perto, sem a atacar; os galhos das árvores se abriam para que ela passasse.
Ao anoitecer, quando já não se agüentava mais em pé de tanto cansaço, Branca de Neve viu numa clareira uma casa bem pequena e entrou para descansar um pouquinho.
Olhou em volta e ficou admirada: havia uma mesinha posta com minúsculos sete pratinhos, sete copinhos, sete colherezinhas e sete garfinhos. No cômodo superior estavam alinhadas sete caminhas, com cobertas muito brancas.
Branca de Neve estava com fome e sede. Experimentou, então uma colher da sopa de cada pratinho, tomou um gole do vinho de cada copinho e deitou-se em cada caminha, até encontrar a mais confortável. Nela se ajeitou e dormiu profundamente.
Os donos da casa voltaram tarde da noite; eram sete anões que trabalhavam numa mina de diamantes, dentro da montanha.
Logo que entraram, viram que faltava um pouco de sopa nos pratos, que os copos não estavam cheios de vinho…Estranho.
Lá em cima, nas camas, as cobertas estavam mexidas…E na última cama — surpresa maior! — estava adormecida uma linda donzela de cabelos pretos, pele branca como a neve e face vermelha como o sangue.
— Como é linda! — murmuraram em coro.
— E como deve estar cansada — disse um deles —, já que dorme assim.
Decidiram não incomodar; o anão dono da caminha onde dormia a donzela passaria a noite numa poltrona.
Na manhã seguinte, quando despertou, Branca de Neve se viu cercada pelos sete anões barbudinhos e se assustou. Mas eles logo a acalmaram, dizendo-lhe que era muito bem-vinda.
— Como se chama? — perguntaram.
— Branca de Neve.
— Mas como você chegou até aqui, tão longe, no coração da floresta?
Branca de Neve contou tudo. Falou da crueldade da madrasta, da sua ordem para matá-la, da piedade do caçador que a deixara fugir, desobedecendo à rainha, e de sua caminhada pela mata até encontrar aquela casinha.
— Fique aqui, se gostar… — propôs o anão mais velho.
— Você poderia cuidar da casa, enquanto nós estamos na mina, trabalhando. Mas tome cuidado enquanto estiver sozinha. Cedo ou tarde, sua madrasta descobrirá onde você está, e se ela a encontrar… Não deixe que ninguém entre! É mais seguro.
Assim começou uma vida nova para Branca de Neve, uma vida de trabalho.
E a madrasta? Estava feliz, convencida de que beleza de mulher alguma superava a sua.
Mas, um dia, teve por acaso a idéia de interrogar o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o espelho respondeu com voz grave:
— Na mata, na casa dos mineiros, querida rainha, está Branca de Neve, mais bela que nunca!
A rainha entendeu que tinha sido enganada pelo guarda: Branca de Neve ainda vivia! Resolveu agir por si mesma, para que não houvesse no mundo inteiro mulher mais linda do que ela.
Pintou o rosto, colocou um lenço na cabeça e irreconhecível, disfarçada de velha mercadora, procurou pela mata a casinha dos anões. Quando achou, bateu à porta e Branca de Neve, ingenuamente, foi atender.
A malvada ofereceu-lhe suas mercadorias, e a princesa apreciou um lindo cinto colorido.
— Deixe-me ajudá-la a experimentar o cinto. Você ficará com uma cintura fininha, fininha — disse a falsa vendedora, com uma risada irônica e estridente, apertando cada vez mais o cinto.
E apertou tanto, tanto, que Branca de Neve se sentiu sufocada e desmaiou, caindo como morta. A madrasta fugiu.
Pouco depois, chegaram os anões. Assustaram-se ao ver Branca de Neve estirada e imóvel.
O anão mais jovem percebeu o cinto apertado demais e imediatamente o cortou. Branca de Neve voltou a respirar e a cor, aos poucos, começou a voltar a sua face; melhorou e pôde contar o ocorrido.
— Aquela velha vendedora ambulante era a rainha disfarçada — disseram logo os anões.
— Você não deveria tê-la deixado entrar. Agora, seja mais prudente.
Enquanto isso, a perversa rainha, já no castelo, consultava o espelho mágico e se surpreendeu ao ouvi-lo dizer:
— No bosque, na casa dos anões, minha querida rainha, há Branca de Neve, mais bela que nunca. Seu plano fracassara! Tentaria novamente.
No dia seguinte, Branca de Neve viu chegar uma camponesa de aspecto gentil, que lhe colocou na janela uma apetitosa maçã, sem dizer nada, apenas sorrindo um sorriso desdentado. A princesinha nem suspeitou de que se tratava da madrasta, numa segunda tentativa.
Branca de Neve, ingênua e gulosa, mordeu a maçã. Antes de engolir a primeira mordida, caiu imóvel.
Dessa vez, devia estar morta, pois o socorro dado pelos anões, quando regressaram da mina, nada resolveu.
Não acharam cinto apertado, nem ferimento algum, apenas o corpo caído.
Branca de Neve parecia dormir; estava tão linda que os bons anõezinhos não quiseram enterrá-la.
— Vamos construir um caixão de cristal para a nossa Branca de Neve, assim poderemos admirá-la sempre.
O esquife de cristal foi construído e levado ao topo da montanha. Na tampa, em dourado, escreveram: “Branca de Neve, filha de rei”.
Os anões guardavam o caixão dia e noite, e também os animaizinhos da mata – veadinhos, esquilos e lebres —todos choravam por Branca de Neve.
Lá no castelo, a malvada rainha interrogava o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
A resposta era invariável.
— Em todo o mundo, não existe beleza maior.
Branca de Neve parecia dormir no caixão de cristal; o rosto branco como a neve e de lábios vermelho como sangue, emoldurado pelos cabelos negros como ébano. Continuava tão linda como enquanto vivia.
Um dia, um jovem príncipe que caçava por ali passou no topo da montanha.
Bastou ver o corpo de Branca de Neve para se apaixonar, apesar de a donzela estar morta. Pediu permissão aos anões para levar consigo o caixão de cristal. Havia tanta paixão, tanta dor e tanto desespero na voz do príncipe, que os anões ficaram comovidos e consentiram.
— Está bem. Nós o ajudaremos a transportá-la para o vale. A donzela Branca de Neve será sua.
Com o caixão nas costas, puseram-se a caminho.
Enquanto desciam por um caminho íngreme, um anão tropeçou numa pedra e quase caiu. Reequilibrou-se a tempo.
O abalo do caixão, porém, fez com que o pedaço da maçã envenenada, que Branca de Neve trazia ainda na boca, caísse. Assim a donzela se reanimou. Abrindo os olhos e suspirando se sentou e, admirada, quis saber:
— O que aconteceu? Onde estou?
O príncipe e os anões, felizes, explicaram tudo.
O príncipe declarou-se a Branca de Neve e pediu-a em casamento. Branca de Neve aceitou, felicíssima.
Foram para o palácio real, onde toda a corte os recebeu.
Foram distribuídos os convites para a cerimônia nupcial. Entre os convidados estava a rainha madrasta — mas ela mal sabia que a noiva era sua enteada. Vestiu-se a megera suntuosamente, pôs muitas jóias e, antes de sair, interrogou o espelho mágico:
— Espelho, espelho meu, diga-me se há no mundo mulher mais bela do que eu.
E o fiel espelho:
— No seu reino, a mais bela é você; mas a noiva Branca de Neve é a mais bela do mundo.
Louca de raiva, a rainha saiu apressada para a cerimônia. Lá chegando, ao ver Branca de Neve, sofreu um ataque: o coração explodiu e o corpo estourou, tamanha era sua ira.
Mas os festejos não cessaram um só instante. E os anões, convidados de honra, comeram, cantaram e dançaram três dias e três noites. Depois, retornaram para sua casinha e sua mina, no coração da mata.
Fonte
Alfabetização : livro do aluno / Ana Rosa Abreu ... [et al.] Brasília : FUNDESCOLA/SEF-MEC, 2000. 3 v. : 128 p. n. 2.
Conteúdo: v.1: Adivinhas, canções, cantigas, parlendas, poemas, quadrinhas e trava-línguas; v.2: contos, fábula, lendas e mitos; v.3: textos informativos, textos instrucionais e biografias. 1. Alfabetização. 2. Ensino fundamental. 3. Escola pública. I. Abreu, Ana Rosa II. Aratangy, Claudia Rosenberg III. Mingues, Eliane IV. Dias, Marilia Costa V. Durante, Marta VI. Weisz, Telma VII. FUNDESCOLA VIII. MEC-SEF.
CDD 379.24
© 2000 Projeto Nordeste/Fundescola/Secretaria de Ensino Fundamental
Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida desde que citada a fonte.
Curiosidades
A história de Branca de Neve faz parte do folclore popular alemão e teve como seus compiladores os Irmãos Grimm. Esse material foi publicado entre os anos de 1812 e 1822, juntamente com outras histórias, no volume entitulado: Contos de Fadas para Crianças e Adultos (Kinder unde Hausmaërchen).
Branca de Neve pode ser caracterizado como um conto maravilhoso (histórias que apresentam um elemento mágico, sobrenatural).
Algumas das histórias dos autores:
- O lobo e os sete cabritinhos
- Rapunzel
- João e Maria
- Os músicos de Bremen
- Rumpelstiltskin
- Mesinha-ponha-se, o asno de ouro e porrete-pule-do-saco
- As viagens do Pequeno Polegar
- A raposa e os gansos
- O pobre e o rico
- A boa sopa
- A inteligente filha do camponês
- A lua azul
- A escolha de uma esposa
- A Bela Adormecida
- Os Sete Anões e a Branca de Neve
- O príncipe e o sapo
- O Flautista de Hamelim
- O Chapeuzinho Vermelho
- A Gata Borralheira
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
O que é CULTURA POPULAR

Ao contrário da cultura de elite, a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral.
Exemplos de manifestações da cultura popular: carnaval, danças e festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, superstições, etc.
Links relacionados:
- Música e Cultura Popular
- Folclore Brasileiro - história, lendas, mitos, contos, festas
- Folguedos
- Provérbios - o que são, ditos populares, lista de provérbios famosos
- Literatura de Cordel e Literatura Oral
- Frevo - origens, dança, características e cultura nordestina
- MPB - Música Popular Brasileira - História da MPB
- Danças Folclóricas - principais danças do folclore brasileiro
- Mímica
- Superstição
Fonte:(Texto) http://www.suapesquisa.com/o_que_e/cultura_popular.htm
(Imagem) http://redecultura.ning.com/xn/detail/2625559:Group:182?xg_source=activity
Histórias para ler e viajar pelo imaginário
- A princesa e a ervilha
O que significa trabalho em equipe?
Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao curral da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa! Há uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi então até o porco e lhe disse:
- Senhor Porco, há uma ratoeira na casa, uma ratoeira...
O porco disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca.
A vaca lhe disse:
- O que Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo?
- Acho que não Senhora Vaca... Respondeu o rato.
Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro sozinho.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital era grave, porém por um milagre se recuperou e voltou para casa, mas com muitos cuidados.
Saúde abalada nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os parentes, amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher se recuperou e o fazendeiro feliz da vida resolveu dar uma festa, matou a vaca para o churrasco...
MORAL DA HISTÓRIA:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando existir uma ratoeira todos correm risco.
(Fonte: catequistasheila)










