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domingo, 16 de outubro de 2011

Vamos combater a Dengue Pessoal!!!!

O Mosquito dengoso (Zeneide Lima)

(Vale a pena conferir o livro as ilustrações também são muito bonitas)

Dona cutia, todos os dias acordava bem cedinho para procurar tucumã na mata. Era seu fruto favorito!

Sentava à sombra de uma árvore e passava a manhã inteira roendo e roendo o frutinho delicioso.

Naquela manhã, estava ela em sua atividade preferida quando espantou-se com o canto altíssimo de Dona Saracura.

- Quiricó, quiricó, quiricó-có-có.

- Ai que susto a senhora me deu, cantando alto desse jeito, amiga saracura!

- Ah, me desculpe, Dona Cutia, mas vim lhe contar uma coisa que me deixou muito preocupada.

- O que foi, amiga?

- O jacaré me disse que tem um mosquito estrangeiro que veio do Egito para a nossa mata e que está infestando nossos bichos e até os seres humanos com uma doença que pode até matar.

- Que horror, Dona saracura!

- Pois é, amiga cutia. Estão dizendo que esse mosquito é muito metido a besta. Só gosta de água limpinha e parada. Fiquei preocupada com o amigo jacaré que mora naquela lagoa enorme.

- Nossa, Dona Saracura, é mesmo, temos que avisar ao compadre Caranguejo pois onde ele mora também tem muita água parada.

- E a senhora sabe o nome dessa doença?

- Não, mas o jacaré disse que quem pega essa doença fica todo dengoso, é uma tal de denguice paca, denguice pra lá que não se agüenta levantar para nada.

- Temos de tomar providências, Dona saracura!

E as duas saíram apressadas à procura do Professor Papagaio e o encontraram pousado em uma árvore, no meio da floresta.

Dona saracura foi logo dizendo:

- Seu Papagaio, o senhor não pode imaginar o perigo que estamos correndo. Tem um bicho estrangeiro que transmite um tal de “dengo”, e vamos todos morrer de denguice. O Seu Jacaré me disse que não tem certeza se é mosquito mesmo ou se é um bicho bicudo. Eu até pensei em seu Tamanduá, pois ele é que tem um focinho comprido!

O Professor Papagaio disse:

- Se acalme, Dona Saracura. Não vamos fazer um julgamento precipitado, vou saber tudo sobre essa doença agora mesmo.

O Professor Papagaio voou até um hospital na cidade mais próxima e ficou ali, olhando tudo, ouvindo conversas e pulando de janela em janela para não perder nada. Ouviu tudo que os médicos disseram sobre a dengue.

E no dia seguinte, pediu para Dona Saracura reunir os homens que moravam ali perto e os bichos da floresta.

Todos estavam preocupados e perguntavam:

- como este bicho entrou na mata sem que ninguém visse?

- Não adianta mais jogar inseticida neles?

- Será que vamos morrer?

E era um disse que disse, um cochicho aqui outro ali e mais os homens e a bicharada se apavoravam.

– Muita calma, minha gente!, disse o Papagaio.

- Agora já sei de tudo. O nome desse mosquito é Aedes Aegypti, e tem esse nome porque veio do Egito.

- Aedes a...a...a...o quê Professor?

- Aedes Aegypti , Dona Saracura!

– Ah, então meu amigo Jacaré tinha razão. Esse mosquito é estrangeiro mesmo!

– Sem dúvidas, Dona Saracura! Ele se espalhou pelo mundo a partir da África há muitos anos atrás. Primeiro veio para as Américas nos navios negreiros e depois foi para a Ásia. Hoje é encontrado em todas as áreas de clima quente do mundo, inclusive aqui no Brasil. E o nome da doença não é “dengo”, e sim dengue.

- Mas e os bichos, o que podemos fazer para nos proteger?

– Não precisamos nos proteger Dona Cutia, a dengue não é transmitida para os bichos, apenas para os seres humanos e eles não ficam “dengosos” e sim doentes com febre, dor de barriga, dor de cabeça e uma dor muito forte nos ossos. A dor é tão grande que em alguns lugares do país esta doença é chamada de “quebra-ossos” e pode até matar.

- Mas então como vamos ajudar os homens?

- Calma, não vamos nos desesperar. Temos que aprender a combater o mosquito e a melhor forma é eliminando a larva dele. A fêmea gosta de pôr seus ovos em água parada e limpa, e durante a gestação pica os homens para se alimentar.

- Nossa Professor, esse mosquito mais parece um morcego-vampiro!

- É Dona saracura, ele é muito perigoso e quando a fêmea se alimenta é que a doença é transmitida, pois, se pica uma pessoa contaminada, vai se espalhando a doença. Os humanos têm que aprender a combater estes monstrinhos.

- Mas como, Seu Papagaio?

O verdinho chamou os homens e aconselhou.

- voltem à cidade e digam a todos que não devem deixar água acumulada em pratos, pneus velhos e garrafas. Tampar bem as caixas-d’água, verificar as plantas que acumulam água.

A água parada parece limpa, mas não está. Existem muitos micróbios que se acumulam nestes locais e servem de alimento para que as larvas se desenvolvam.

- E mesmo com todos estes cuidados, para manter o mosquito bem longe, é preciso também que fiquem de olho nos vizinhos e, a qualquer sinal de criadouro do mosquito, os homens devem ser solidários e ajudar uns aos outros. Só assim vão vencer o mosquito.

A saracura cutucou a Cutia e disse muito orgulhosa:

- Mas que papagaio esperto, amiga Cutia!!!

Os bichos e os homens agradeceram ao Professor Papagaio por todos os conselhos. Agora, eles já sabiam o que deveriam fazer. Sabiam que as fêmeas picam os humanos e transmitem a doença e que gostam de lugares escuros. E, a partir daquele dia, se organizaram para combater o mosquito e, em pouco tempo, já não se via mais nenhum pneu velho acumulando água, os pratinhos das plantas tinham areia, as caixas-d’água estavam bem lacradas e protegidas por telas e os vizinhos se ajudavam e cuidavam do local onde viviam.

Os bichos da floresta ficaram muito tranqüilos e olhavam com satisfação o trabalho dos homens e com orgulho para o Professor Papagaio.

E o mosquito da dengue? Bem... desse, nunca mais se ouviu falar.


Um comentário:

  1. Olá, Cláudia! Muito interessante e instrutivo!
    O seu cantinho está a cada dia mais lindo! Já sou sua seguidora há um tempinho e sempre que posso, venho conferir as novidades. Ficarei muito feliz com sua presença em meus cantinhos também.
    Que Deus a abençoe sempre!
    Com carinho

    ResponderExcluir

Obrigada por comentar em meu blog. Beijo no coração!

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MORAL DA HISTÓRIA:
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(Fonte: catequistasheila)