CONTOS, CANTOS E ENCANTOS (HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS E ADULTO), ESPAÇO ONDE COMPARTILHAREI NARRATIVAS, INDICAÇÕES DE LIVROS E EVENTOS. "VAMOS INCENTIVAR O HÁBITO DE LEITURA!"


AMO MEU BLOGUINHO

Que bom que você veio! Deixe seu recadinho.Bjos





quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Minhas montagens

montagem de fotos

montagem de fotos

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

UMA HISTÓRIA DE BRUXA.


Era uma vez, em uma vila de humanos nasceu em uma família de agricultores dois meninos que nasceram quase na mesma hora o que nasceu primeiro recebeu o nome de Primo e o que nasceu depois foi chamado de Segundo.

Ambos cresceram amados por seus pais, Primo era o mais velho dos gêmeos , tinha vocação para curar, sabia todas as plantas que curavam e se interessava em visitar os doentes da vila com sua mãe que era muito bondosa, já segundo era traquina e tinha inveja do irmão, que o perdoava.

Segundo com o passar do tempo começou a evitar ficar com seu irmão e começou a freqüentar a casa da bruxa da floresta negra, que ensinou a fazer poções venenosas e a gostar de matar o animais para fazer as poções.

letras com trevo

Os animais fugiam da presença de Segundo assim que o viam, pois ele os prendia e matava sem piedade. Já primeiro todos os animais viam lamber-lhe as mãos e eram muito mansos com ele.

Primo procurava pelo irmão todos os dias e o chamava na floresta, mas nunca imaginava que ele estava morando com a bruxa ,e os dias foram se passando e ele procurava em todos os lugares por seu irmão, e os pais também o ajudavam.

Chegou na Vila dos Humanos , um homem vestido de branco e usando sandálias nos pés , todos ficaram curiosos com o forasteiro, ele procurou da mãe de Primo pois se encontrava com o braço machucado, porque foi soltar um coelho a escapar de uma das armadilhas que Segundo havia distribuído pela floresta.
Quando ele viu Primo ficou encantado com suas maneiras gentis, e disse :-você quer aprender magia branca ?

Primo disse :- sim quero aprender.


Primo aprendeu a fazer todos os tipos de magia, uma delas a que mais ele fazia era desfazer as que a bruxa da floresta negra havia feito, ela gostava de fazer os coelhos virarem sapos gigantes, que morriam de fome por não terem tanto mosquito para ele comerem,a bruxa era muito malvada.


Mas o que Primo demorou para desfazer foi um feitiço que a bruxa lançou para a pobre Beatriz camponesa da humilde que induzia a um sono profundo.Com a ajuda do Mago Branco Primo desfez o feitiço e se casou com a camponesa, que o amava muito, e o ajudava em sua obra contra a bruxa , mas Primo nem o Mago Branco , sabiam que Segundo era um aliado da malvada.


O encontro dos dois irmãos foi surpreendente,em uma noite de lua cheia segundo veio na casa da camponesa para refazer o feitiço, não a encontrou mais no local e saiu voando na vassoura que a bruxa o havia presenteado, e saiu as catas da camponesa esperando encontrar uma pobre e indefesa vitima, mas tal foi sua surpresa em ver que ela estava dormindo ao lado de seus irmão, ele observou a aliança nas mãos de ambos, ficou com um ódio profundo de Primo e lançou um feitiço cruel em que ambos se odiariam para sempre e a discórdia , fulminasse o lar e os corações de ambos e que a infelicidade fosse servida como o prato mais apetitoso do dia.


Então o coração de Primo e o coração de Beatriz começaram a brilhar, uma luz branca fosforescente começou a se irradiar por todo o quarto e Segundo fugiu em sua vassoura assustado.Contou para a bruxa o acontecido, ela disse que o amor de seu irmão por Beatriz e esta por ele impediam o feitiço de ser concretizado.Então a bruxa lançou na vila o feitiço das ratazanas, que começaram a devastar o alimento da Vila dos Humanos, e comiam tudo a sua frente e ate a madeira das casas elas comiam, muitos ficaram sem um teto para se abrigar ,porque as ratazanas comiam tudo.


O povo chorava em desespero então o Mago branco e Primo conseguiram fazer um encantamento para espantar as malditas que foram devorar a casa da bruxa e a deixaram sem casa.A bruxa pela primeira vez chorou e rogou uma praga na vila que nenhum pé de batata nasceria mais e nenhum agricultor iria sentir o gosto saboroso das batatas em sua mesa por sete anos.O povo trabalhava muito e gostava da terra e ficaram muito tristes por causa das colheitas que não vingavam, o Mago Branco havia saído da Vila e estava viajando, durante dois anos o povo passou fome.


Quando o Mago Branco chegou a Vila encontrou muitos bem magros, pensou que uma doença os estava afetando, quando descobriu que a bruxa havia feito um feitiço maligno ele pegou 3 batatas banhou em uma poção e a plantou e está resistiu a praga , o povo ficou contente e começaram a plantar as sementes que o Mago Branco havia trazido e em pouco tempo a Vila se tornou muito prospera e o povo feliz comemorava.


E Segundo soube , ficou com tanta raiva do irmão que resolveu matá-lo, a bruxa concordou imediatamente preparando uma poção de veneno, e a ainda se transformou em uma linda moça, e foram a Vila , mesmo com todas as maldades de Segundo ,Primo o havia perdoado, e quando ele eles estavam reunidos em volta da mesa farta , Segundo propôs um brinde com o vinho que ele havia trazido, mas o Mago Branco e Beatriz desconfiaram, da mudança repentina de comportamento de Segundo , e ficaram atentos aos movimentos deste,quando ele colocava a poção de veneno no copo de Primo, Beatriz trocou os copos imediatamente fingindo que um estava com uma pequena formiga e tirou para limpa-lo e como sua manga de seu vestido era bem grande , ela trocou os copos imperceptivelmente, antes, de pegar o seu e brindou com o cunhado com tranqüilidade.Mas sabe quem pegou o copo com veneno?


A bruxa que em poucos minutos morreu com a poção que ela mesmo havia preparado, Segundo chorou sua morte, e depois que a enterraram ele foi morar em um reino distante, dizem que Segundo se arrependeu verdadeiramente de suas maldades, e que com o passar do tempo ele se tornou um homem bom, que em vez de maltratar os animais ele os protegia.Outros ainda diziam que com o passar do tempo Segundo começou a ver que ele era humano e que os animais da floresta amavam o irmão porque ele era bom , e na solidão de seus pensamentos e na floresta, começou a refletir sobre suas ações, e sem a malvada bruxa para o aconselhá-lo a fazer maldades ele modificou seu comportamento se tornando bonzinho.


Outros viam de vez em quando um velhinho gentil, andando pela floresta soltando animais presos por homens malvados e que desaparecia sem deixar vestígios.E Segundo se tornou uma lenda contada pelos filhos de Primeiro.Fonte: escrevendo para meu grande amor
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2007Código do texto: T772191
( http://recantodasletras.uol.com.br/infantil/772191 )

animações e imagens

Halloween


Halloween - Dia das Bruxas


História do Dia das Bruxas, tradições e símbolos do halloween, tradições, origem da festa, significados, Halloween no Brasil, comemoração, dia 31 de outubro.


Símbolos dos Halloween

Introdução


O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.
História do Dia das BruxasA história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).Símbolos e TradiçõesEsta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.Halloween no BrasilNo Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.Muitos brasileiros defendem que a data nada tem a ver com nossa cultura e, portanto, deveria ser deixada de lado. Argumentam que o Brasil tem um rico folclore que deveria ser mais valorizado.Para tanto, foi criado pelo governo, em 2005, o Dia do Saci (comemorado também em 31 de outubro).
Fonte: ( http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/halloween.htm)


montagem de fotos

sábado, 17 de outubro de 2009

A Princesa e a Ervilha ( Adaptado do conto de Hans Christian Andersen )

montagem de fotos

Era uma vez um príncipe que queria se casarcom uma princesa, mas uma princesa de verdade, de sangue real meeeeesmo. Viajou pelo mundo inteiro, à procura da princesa dos seus sonhos, mas todas as que encontrava tinham algum defeito. Não é que faltassem princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade era saber se realmente eram de sangue real. E o príncipe retornou ao seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar com uma princesa de verdade. Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos. Um espetáculo tremendo! De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as salas cujas janelas foram abertas pela tempestade. Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que era difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real. A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha pensou numa forma de provar se o que ela dizia era verdade. Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte colchões no quarto de hóspedes e colocou sob eles uma ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”. A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a ajuda de uma escada, se deitar. No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido. — Oh! Não consegui dormir — respondeu a moça, — havia algo duro na minha cama, e me deixou até manchas roxas no corpo! O rei, a rainha e o príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte colchões!!! O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi enviada para um museu, e ainda deve estar por lá...

Curupira




Quem é o curupira ?

O folclore brasileiro é rico em personagens lendários e o curupira é um dos principais. De acordo com a lenda, contada principalmente no interior do Brasil, o curupira habita as matas brasileiras. De estatura baixa, possui cabelos avermelhados (cor de fogo) e seus pés são voltados para trás.
A função do curupira é proteger as árvores, plantas e animais das florestas. Seus alvos principais são os caçadores, lenhadores e pessoas que destroem as matas de forma predatória.
Para assustar os caçadores e lenhadores, o curupira emite sons e assovios agudos. Outra tática usada é a criação de imagens ilusórias e assustadoras para espantar os "inimigos da florestas". Dificilmente é localizado pelos caçadores, pois seus pés virados para trás servem para despistar os perseguidores, deixando rastros falsos pelas matas. Além disso, sua velocidade é surpreendente, sendo quase impossível um ser humano alcançá-lo numa corrida.
De acordo com a lenda, ele adora descansar nas sombras das mangueiras. Costuma também levar crianças pequenas para morar com ele nas matas. Após encantar as crianças e ensinar os segredos da floresta, devolve os jovens para a família, após sete anos.
Os contadores de lendas dizem que o curupira adora pregar peças naqueles que entram na floresta. Por meio de encantamentos e ilusões, ele deixa o visitante atordoado e perdido, sem saber o caminho de volta. O curupira fica observando e seguindo a pessoa, divertindo-se com o feito.
Não podemos esquecer que as lendas e
mitos são estórias criadas pela imaginação das pessoas, principalmente dos que moram em zonas rurais. Fazem parte deste contexto e geralmente carregam explicações e lições de vida. Portanto, não existem comprovações científicas sobre a existência destas figuras folclóricas.



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Eu te amo mais que ao sal

montagem de fotos

Há muitos anos atrás existiu um rei e sua rainha e eles tiveram três filhas.
O rei e a rainha a amavam sua filhas com todo o coração, mas um dia a rainha ficou muito, muito doente. Ela foi definhando e morreu. O rei ficou muito triste por perder sua bela rainha, e suas filhas ficaram muito tristes por perderem a mãe.
Mas o rei reuniu as filhas, e disse-lhe:
- Escutem, crianças, sua mãe foi para um outro mundo e algum dia espero encontrar-me com ela outra vez. Mas o principal é que vocês devem ser felizes e entender que devo cuidar de vocês. E algum dia, quando eu morrer, uma de vocês será a rainha deste país.
Os anos se passaram e as três princesinhas cresceram. O rei gostava de caçar e de atirar, ele gostava de tudo; era um bom rei e seu povo, os súditos do pais, o amavam muito. Mas uma noite o rei pensou consigo mesmo: "Os anos estão passando, estou ficando velho e não tenho um filho para suceder-me como rei. Uma de minhas filhas certamente deverá ser uma boa rainha. Mas qual? Qual será a melhor? sei que elas todas são carinhosas, amorosas, e muito boas. Mas terei de testá-las para ver qual é a mais apropriada para reinar depois de mim".
Então o rei, sendo um rei ocupado com todos os seus súditos e as coisas de seu país, não tinha muito tempo para passar com suas princesas. Ele as via todos os dias e jantava com elas e falava com elas, mas nunca teve uma conversa séria com elas. Então uma noite ele disse a seus cortesãos e a todos no palácio que queria ser deixado a sós, porque ele iria passar aquela noite com as filhas. Após o jantar ele chamou as três princesas para se sentarem á sua volta.
- Agora, minhas jovens - disse ele - quero conversar com vocês. Sabem que já faz muito tempo que sua mãe morreu. E tenho feito o melhor, e todo mundo no palácio tem feito o melhor para criá-las e ensiná-las a fazer o que desejamos que sejam - jovens princesas deste reino. Realmente não tivemos uma conversa séria antes, mas hoje desejo saber qual de vocês será a rainha depois que eu morrer!
As princesas ficaram muito aborrecidas! Elas disseram:
- Papai, não desejamos ser rainhas, só queremos que você fique conosco para sempre!
Mas ele disse:
- É impossível ficar aqui para sempre, crianças. Algum dia terei de partir deste mundo. Encontrarei sua mãe num lugar muito distante e vocês ficarão sozinhas. Não quero discussão, disputa entre vocês três... Se pelo menos uma de vocês fosse diferente! Então - ele disse - amar a mim e a meu povo. Esta noite vou dar a vocês uma tarefa: quero que digam o quanto realmente me amam.
E perguntou primeiro à filha mais velha. E ela respondeu:
- Papai, eu amo você mais do que todos os diamantes, pérolas e jóias do mundo.
- Muito bem - disse ele - que ótimo!
então ele perguntou à segunda filha:
- O quanto você me ama?
Ela disse:
Eu o amo mais que todo ouro do mundo, eu o amo mais do que todo dinheiro que existe nesta terra.
Ele disse:
-Muito bem, isso é muito bom!
Chegou a vez da caçula, que era graciosa e bonita e só tinha quinze anos:
- então disse ele - caçulinha, o quanto você me ama?
- Bom, papai - ela respondeu - eu o amo mais do que ao sal.
E o rei ficou muito, muito aborrecido! Ele disse :
- Sua irmã me ama mais do que as jóias e diamantes, e sua outra irmã me ama mais do que todo o ouro deste mundo. Mas você - você me ama mais do que ao sal?! Bem, se é assim que você sente, eu não a amo! E amanhã cedo você vai embora , será banida daqui. eu não quero vê-la nunca mais! Você me desgraçou - a coisa mais baixa da terra é o sal!
O rei ordenou que na manhã seguinte ela fosse embora, encontrar seu próprio caminho no mundo, e nunca regressasse ao palácio. Ele estava tão aborrecido! Então a pobre princesinha ficou muito triste e de coração partido. ela juntou uns poucos pertences... e suas irmãs riram e caçoaram dela. E ela foi mandada embora por ter desgraçado o pai.
A princesa andou, viajou, não tinha para onde ir. Ela viajou e viajou. E chegou a uma grande floresta e encontrou um pequeno caminho. Seguiu o caminho e pensou:
-provavelmente esse caminho me levará a uma pequena aldeia ou a um pequeno povoado onde eu possa encontrar algum lugar para abrigar-me.
Mas o caminho a levou para o meio da floresta, a muitas e muitas milhas do palácio. Ali, ela viu uma pequena cabana. E a princesa pensou: " provavelmente encontrarei abrigo aqui."
Ela aproximou-se da cabana e bateu na porta. E quando a porta se abriu, surgiu uma velha de cabelos brancos compridos e com um vestido todo rasgado. ela disse :
- O que você está fazendo aqui, queridinha?
E a princesa disse:
- Bem, é uma longa história. Estou procurando abrigo para a noite.
- Mas para onde você vai depois? - perguntou a velha.
E a princesinha respondeu:
- Não vou para lugar nenhum. Vou... fui banida pelo meu pai.
- Seu pai? - perguntou a mulher.
- Sim - disse ela - meu pai, o rei!
- Seu pai, o rei... ele a expulsou? - conte-me esta história.
Então a velha acolheu a princesinha na cabana na floresta e deu-lhe algo para comer. E sentou-a perto do fogo. E sentadinha perto do fogo estava um grande gato preto. E o grande gato preto aproximou-se e pôs a cabeça no joelho da mocinha. Ela acariciou-o. Ele ronronou como um gatinho. A velha quando viu isso ficou surpresa e disse:
- sabe, embora as visitas aqui sejam poucas, nunca ninguém que tenha estado aqui foi amigo do meu gato. Por isso, como ele distingue o bem do mal... você é boa! conte-me a sua história.
Então a princesa contou-lhe a história sobre quando sua mãe morreu e ela foi criada pelo pai e passou a vida toda no palácio e então um dia seu pai chamou as filhas... e contou-lhe a história toda que já contei a vocês.
- Que tristeza. Seu pai está precisando de uma lição.
- Mais - ela retrucou- eu não posso voltar. Fui banida do palácio, meu pai nunca mais vai querer ver-me de novo.
A velha respondeu:
- Quem sabe, talvez algum dia ele ficará feliz em ver você!
agora, voltando ao palácio, o rei vivia com suas duas filhas; a terceira tinha ido embora. e naturalmente o rei tinha suas refeições trazidas a ele. Trouxeram-lhe carne de vaca e de carneiro, e o rei adorava sua comida salgada.
Mas um dia, quando uma carne foi colocada na frente do rei, ele provou e de repente gritou:
- Tragam-me sal! - ordenou ao chefe e ao cozinheiro. - tragam-me sal!
eles vieram tremendo:
- Meu senhor , não há sal - eles disseram.
O rei disse:
- Tire isso daqui, não posso comer sem sal! Traga-me outra coisa!
Então trouxeram-lhe coisas doces para comer. E trouxeram coisas doces no dia seguinte, no outro e no outro.
Mas o rei já estava cansado daquilo tudo. Ele disse:
- Tragam-me alguma carne, tragam-me um assado, um porco, algo que eu possa comer! Tragam-me comida, comida gostosa!
Os cozinheiros e os chefes trouxeram-lhe comidas gostosas, mas sem sal. O rei enviou mensageiros, enviou soldados, mandou todo mundo pelo país inteiro... Para as princesas estavam bem, elas adoravam comidas doces. Mas seu pai, o rei, não conseguia, não conseguia um grão de sal em todo o seu reino.
Na pequena cabana na floresta a princesa ficou com a velha, e tornaram-se amigas. ela cozinhava e limpava para a velha, e o gato era seu melhor amigo. A velha amava a princesinha como nunca amara nada na vida. Mas um dia a velha voltou da floresta com uma cesta de ervas, que ela passara uma grande parte do dia a colher. Ela disse a princesa:
- Sabe vou ficar triste amanhã.
E a princesa perguntou:
- Por que, avozinha, você vai ficar triste amanhã?
- Porque você vai deixar-me.
- Mas vovozinha, não quero deixá-la. Não tenho para onde ir.
A velha disse:
- Você precisa voltar para o seu pai.
A princesa retrucou:
- Mas não posso voltar ao palácio, porque meu pai me baniu.
- Já não mais. Olhe, dê-me seu vestido - e a princesa tirou o vestido.
A velha foi ao quarto e voltou em poucos minutos. Mas quando voltou, o vestido da princesa estava cheio de remendos e todo esfarrapado.
- Agora - disse ela à princesa - tire os sapatos.
A princesa tirou os sapatos. E a velha pegou uma tesoura e cortou o cabelo da princesa. A seguir ela foi perto do fogo e juntou um punhado de fuligem. E esfregou as cinzas no rosto da princesa.
- Agora - ela disse - você pode voltar para o seu pai.
- Fui banida, eu não... não posso voltar ao palácio!
- Você deve - disse a velha - porque você vai ser a próxima rainha!
- Eu, a próxima rainha? Uma de minhas irmãs é quem vai ser a próxima rainha; elas amam meu pai como ao ouro, elas amam meu pai como a diamantes.
- Mas - disse a velha - você ama seu pai mais do que ao sal! - e foi à cozinha e tirou uma pequena sacola de pano e encheu-a de sal.
- Agora - disse ela - tome isto e volte ao palácio. Tenho certeza de que será bem-vinda.
Então a princesa sabia que a velha estava falando a verdade, sabia que a velha tinha sido boa para ela. E disse:
- Lembre-se, eu voltarei!
- Volte - disse a velha - quando você for rainha! Vá para o palácio pelo mesmo caminho em que chegou aqui.
A princesa despediu-se da velha. Sabia que ela era uma bruxa. E que tinha destruído cada partícula de sal do país porque a princesa havia lhe contado sua história... e mesmo se alguém tivesse trazido sal de qualquer distância do palácio, o sal desapareceria, porque a velha bruxa havia posto um feitiço no palácio: nenhum sal poderia entrar ali.
A essa altura o rei estava ficando louco, ele não conseguia sentir gosto em nada -daria o seu reinado, por um grão de sal. Então, dois dias depois, quando ele estava clamando por sal e dizia que iria morrer se não comesse sal...chegou uma mendiga descalça no palácio. E o guarda parou-a e perguntou-lhe o que queria.
Ela disse:
- Quero ver o rei.
- Por que você quer ver o rei? - o guarda indagou.
- Bem - disse ela - eu trouxe um presente para o rei.
- O que poderia uma mendiga descalça trazer para o rei?
Ela respondeu:
- eu trouxe uma sacola de sal.
E quando ele ouviu isso, rapidamente - ele não queria perder tempo - levou-a até o rei. E o guarda disse:
- Majestade, eu trouxe alguém para vê-lo.
Ela estava diante do rei, com o cabelo cortado, o rosto sujo de cinzas, descalça. E na mão trazia uma sacola.
O rei disse:
- Quem é essa mendiga esfarrapada que você trouxe aqui?
E os guardas, os cozinheiros, e todos estavam ansiosos; eles disseram:
- Majestade, o senhor não pode imaginar o que essa mendiga trouxe... ela trouxe algo muito especial!
- O que ela poderia trazer-me? - disse o rei.- Nada no mundo eu desejo: tenho ouro, tenho diamantes, tenho tudo...Mas se pelo menos eu pudesse ter um pouco de sal...
- O guarda disse:
- Majestade, a mendiga trouxe-lhe uma sacola de sal.
- Oh, oh -disse o rei - ela trouxe... ela... traga-a aqui!
A princesinha aproximou-se do rei e disse:
- Aqui está...
O rei olhou dentro da sacola, colocou um dedo dentro da sacola e provou.
-Até que enfim - ele disse - Saaaal! A coisa mais maravilhosa do mundo!melhor do que diamantes ou pérolas ou ouro ou qualquer coisa no meu reino! Por fim, posso comer.
Ele dirigiu-se a mendiga, e disse:
- O que você deseja? você me trouxe a coisa mais preciosa deste mundo... O que você quer? Que tipo de recompensa deseja?
Ela voltou-se e disse:
- Pai, não quero nada!
E o rei disse:
- O quê?
Ela disse ao rei:
-Pai, não quero nada. Porque o amo mais do que amo ao sal.
Então o rei soube que a moça era sua filha mais jovem. Ele abraçou-a e beijou-a, e a fez mais do que bem-vinda. Ele descobriu a verdade: o sal era mais importante para ele do que qualquer coisa do mundo. E ela foi acolhida por todos no palácio. Quando o velho rei morreu ela tornou-se rainha e reinou sobre o país por muitos anos, e nunca se esqueceu de sua amiga, a velha da floresta. E assim termina minha história.
NOTA:
Esta rara versão de Cinderela é de Ducan Williamson, o famoso contador de histórias escocês, transcrito por sua mulher, Drª Linda Williamson, de versão oral. De acordo com Ducan, os viajantes não gostavam de bruxas, por isso ele não dá nomes a elas em suas histórias. Aqui ele também descreve a bruxa como uma velha no primeiro encontro. Em várias outras histórias ela apareceu disfarçada em mulher-pássaro ou numa mulher alta ou mágica. há um precedente para isso em outras culturas. Os celtas não davam nomes ás fadas, preferindo referir-se a elas como"gente boa", e as fadas na bretanha eram chamadas "Mére Commere".
Na maioria das variações de baga Yaga e Mãe Holle a heroína descobre que servir à bruxa e cuidar de seus animais traz recompensas, embora essas mulheres conservem sobre si uma áurea misteriosa e ameaçadora. A bruxa-da-floresta desta história é sem dúvida uma "ajudante' . ela poderia ser considerada um modelo anterior da fada-madrinha, tornada famosa por Perrault em suas elegantes histórias de Cinderela. A Fada-Madrinha (Fairly Godmother) parece ter origem no conto italiano Pantamerone, de Giambattista Basile, onde uma fada ajudante emerge de uma árvore. aparentemente, a inserção de "Deus" (God) entre "fada" (fairy) e "mãe" (mother) de alguma forma endossa a aceitação de presentes de uma fonte oculta´- particularmente de uma bruxa, por tanto tempo demonizada pela Igreja. Ou talvez "Deus" (God) seja simplesmente uma corruptela de "bom" (good), em cujo caso a conexão pagã com fadas e a Mãe Deusa" mais uma vez aparece. A figura maternal logicamente é uma parte crucial das muitas variações de cinderela - uma árvore pode crescer de seu túmulo, ou ela pode comunicar-se com a filha e encontrar maneiras de alimentá-la.
Esta versão é muito realista. A princesa abandonada não é magicamente sustentada, mas sim cuidada por uma velha. A transformação da princesa em mendiga suja é um disfarce. A única mágica aqui é a retirada do sal - um estranho milagre da natureza. O sal é significante no contexto dos contos de fadas, uma vez que é um talismã contra bruxarias. Foi usado para proteger bebês contra demônios, bruxas-ladras e outros espíritos, nenhum dos quais come sal. Na teoria alquimista o sal é a terceira principal substância, depois do enxofre e do mercúrio. acredita-se que ele estabiliza e assenta as outras no chão. A perda e restituição do sal nesta história certamente assenta o pomposo velho rei de volta à terra!
(Tell me a story for Christmas, Ducan Williamson, Edinburgo, Canongate Publishing, 1987,p.80).
Fonte: O Livro das bruxas. Compilado por Shahrukh Husain.--\Rio de Janeiro : Objetiva, 1995.
p. 33-40.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Brilhe!

montagem de fotos


Certa vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
O vaga-lume fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir…
Fugiu um dia todo e ela não desistia, dois dias e nada…
No terceiro dia, já sem forças, o vaga-lume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode
perguntar…
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar…
Moral: Não dê ouvidos para os derrotistas ou pessoas negativas que tentam te colocar para baixo ou te fazer sentir-se menor.
Tire sempre que possível lição positiva da vida…
É uma questão de escolha, ter um “limão ou uma limonada…”
Acredite em seu poder de crescimento, criatividade e de BRILHAR como pessoa e profissional.
Não se encabule por ser bom, por se destacar, saiba seus pontos falhos e trabalhe nestes para se
tornar melhor, mas, sobretudo, saiba exatamente o que você tem de bom.
Dê “com os ombros” para intrigas, desavenças, inveja ou maledicências…
Seja você, mas em sua máxima e melhor performance!

Fonte: http://www.mensagensdiarias.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Cd do Projeto Folclore Sempre

Esta será a capa do meu Cd do "Projeto Folclore Sempre" que em breve estarei lançando. montagem de fotos

Com 3 músicas ( Bumba-Meu-Boi, Boto, Mula-Sem-Cabeça + play back das 3 músicas).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

FLOQUINHOS PARA VOCÊ

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.
Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, mais valiosa era a Amizade. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos ou utensílios dava seu Carinho, o Carinho era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu Carinho, pois sabiam que receberiam num outro momento ou outro dia.
Um dia uma mulher muito má que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos, desta forma ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. iludido pelas palavras da malvada, o menino que era uma das pessoas mais queridas da aldeia passou a juntar Carinhos e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos ficando até difícil de circular dentro dela. Daí então quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos as pessoas começaram a guardar o pouco Carinho que tinham e toda a Harmonia da cidade desapareceu. Surgiram a Ganância, Desconfiança, o primeiro Roubo, o Ódio, a Discórdia, as pessoas se Xingaram pela primeira vez e passaram a Ignorar-se pelas ruas.
Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se Triste e Sozinho, o que fez o menino procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrou mais, ele tomou a decisão, pegou uma grande carriola colocou todos os floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatóriamente seu Carinho, a todos que dava carinho apenas dizia:
- Obrigado por receber meu Carinho.
Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos ele distribuiu até o último Carinho sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu Carinho. um outro fez o mesmo... mais outro... e outro... até que definitivamente a aldeia voltou a ser a mesma.

MORAL DE HISTÓRIA: Nunca devemos fazer as coisas pensando em receber algo em troca, mas devemos fazer sempre. Lembrar que um amigo existe é muito importante, muito mais importante que cobrar dos outros que se lembrem de você, pois assim, você estará querendo acumular amizades sem fazer o seu papel de amigo. Receber Carinho é muito bom, e o simples gesto de lembrar dos amigos é a forma mais simples de fazê-lo.
NENHUM CAMINHO É LONGO DEMAIS, QUANDO UM AMIGO NOS ACOMPANHA.
(Fonte: Recebi de uma amiga e achei lindo, não sei a autoria, caso alguém conheça, favor me informar.)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bienal do Livro Rio 2009

10 a 20/09/ 2009
Riocentro


Olá pessoal!
Tenho novidades!

Estarei contando histórias na Bienal do Livro nos dias 14/09 as 10:30 min e dia 20/09 a partir das 14 h , no stand da Secretaria Municipal de Cultura, pavilhão laranja.



Espero vocês lá.
CLAUDIA GOMES

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Topo Gigio

Meu Personagem preferidooooooo!!!!! Eu amava este ratinho...Que saudade!!!!!

Veja os vídeos nos meus vídeos favoritos. Beijo
CLAUDIA

Vamos comemorar!

assinaturas personalizadas
Introdução

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.
Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole..
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.
Pós Independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.
(Fonte: http://www.suapesquisa.com/independencia/ )


quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Evento Hora do Conto

Olá pessoal !


Setembro contos de fadas toda 6ª feira 10 h e 15 h na Biblioteca Popular Nunicipal do Grajaú -R. José Vicente 55 - Grajaú - Tel: 2577-14-13. Espero vocês.

bonitas do orkut



Claudia

sábado, 29 de agosto de 2009

Programa ABZ do Ziraldo

Oiii!!!! Estou super feliz, participei da gravação contando e cantando a história do Bumba-meu-boi no programa ABZ do Ziraldo que irá ser exibido na TV Brasil em Fevereiro de 2010. Não pude tirar foto contando a história, pois era proibido, tirei algumas no intervalo.
Aqui eu estava aguardando na sala da produção

Antes de entrar em cena

E finalmente eu com o Ziraldo, foi o máximo, adoreiiiiii!!!!!!!

E para todos que torcem por mim:

MUITOS

imagens para octopop

CLAUDIA GOMES

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Os Compadres Corcundas

Disse que era uma vez dois corcundas, compadres, um rico e outro pobre. O povo do lugar vivia mangando do corcunda pobre e não reparava no rico. O pobre andava triste, e de mais a mais o tempo estava cruel, e ele era caçador.
Numa feita, esperando uns veados, já tardinha, adormeceu no girau e acordou noite alta. Ficou sem querer voltar para casa. Ia se acomodado para pegar no sono de novo quando ouviu uma cantiga ao longe, como se muita gente cantasse ao mesmo tempo.
"Deve ser alguma desmancha de farinha aqui por perto. Vou ajudar!"
Desceu da árvore e botou-se no caminho, andando, andando, no rumo da cantiga que não descontinuava. Andou, andou, até que, chegando perto de um serrote, onde havia uma laje limpa, muito grande e branca, viu uma roda de gente esquisita, vestida de diamantes que espelhavam ao luar. Velhos, rapazes e meninos, todos cantavam e dançavam de mãos dadas, o mesmo verso, sem mudar.
Segunda, terça-feira, Vai, vem!
Segunda, terça-feira, vai, vem!
O caçador ficou tremendo de medo. As pernas nem deixavam ele andar. Escondeu-se numa moita de mofundos e assistiu sem querer àquela cantoria que era sempre ti mesma, horas e horas. Com o tempo, foi-se animando, ficando mais calmo e, sendo metido a improvisador e batedor de viola, cantou, na toada que o povo esquisito estava rodando.
Segunda, terça-feira, Vai, vem!
E quarta e quinta-feira, Meu bem!
Calou-se tudo imediatamente e aquele povo espalhou-se como ribaçã procurando, procurando. Acharam o corcunda e o levaram para o meio da laje como formiga carrega barata morta. Largaram ele e um velhão, brilhando como um sacrário, perguntou, com uma voz delicada:
-Foi você quem cantou o verso novo da cantiga?
O caçador cobrou coragem e respondeu:
-Fui eu, sim senhor! O velhão disse:
-Quer vender o verso?
-Quero sim, senhor. Não vendo, mas dou o verso de presente porque gostei do baile animado.
O velho achou graça, e todo aquele povo esquisito riu também.
-Pois bem -disse o velhão -, uma mão lava a outra.
Em troca do verso eu te tiro essa corcunda, e esse povo te dá um bisaco novo!
Passou a mão nas costas do caçador, e este tornou-se esbelto como um rapaz, sem corcunda nem nada.
Trouxeram um bisaco novo e recomendaram que só abrisse quando o sol nascesse. O caçador meteu-se na estrada, andando, andando e assim que o sol nasceu abriu o bisaco e o encontrou cheio de pedras preciosas..e moedas de ouro.
Só faltou morrer de contente.
No outro dia comprou uma casa, com todos os preparos, mobília, vestiu roupa bonita e foi para a missa, porque era domingo. Lá na igreja encontrou o compadre rico, também corcunda. Este quase cai de costas, assombrado com a mudança. Perguntou muito e mais espantado ficou reparando no traje do compadre, e ao saber que ele tinha casa e cavalo gordo e se considerava rico.
O pobre contou tudo; e, como a medida do ter nunca se enche, o rico resolveu arranjar ainda mais dinheiro e livrar-se da corcunda nas costas. Esperou uns dias pensando no que ia fazer e largou-se para o mato no dia azado. Tanto fez que ouviu a cantiga e botou-se na direção da toada. Achou o povo esquisito dançando de roda e cantando:
Segunda, terça-feira, Vai, vem!
Quarta e quinta-feira, Meu bem!
O rico não se conteve. Abriu o par de queixos e logo berrando:
Sexta, sábado e domingo! Também!
Calou-se tudo novamente.
O povo esquisito voou para cima do atrevido e o levaram para a laje onde estava o velhão.
Esse gritou, furioso:
-Quem lhe mandou meter-se onde não é chamado, seu corcunda besta?
Você não sabe que gente encantada não quer saber de sexta-feira, dia em que morreu o Filho do Alto;
sábado, dia em que morreu o Filho do Pecado, e domingo, dia em que ressuscitou quem nunca morre? Não sabia? ; Pois fique sabendo!
E para que não se esqueça da lição, leve a corcunda que deixaram aqui e suma-se da minha vista senão acabo com seu couro!
E quando falava os outros iam dando empurrão, tapona e beliscão no rico.
O velho passou a mão no peito do corcunda e deixou ali a outra, aquela de que o compadre pobre se livrara.
Depois deram uma carreira no homem, deixando-o longe, e todo arranhado, machucado, roxo de bofetadas e pontapés.
E assim viveu o resto de sua vida, rico, mas com duas corcundas, uma adiante e outra atrás, para não ser ambicioso.
Contado por João Monteiro, em Natal, Rio Grande do Norte.
(Fonte: CASCUDO, Câmara. Contos tradicionais do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.349 ps.)

sábado, 22 de agosto de 2009

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:

Boitatá - Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".
Boto - Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.
Curupira - Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.
Lobisomem - Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.
Mãe-D'água - Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.
Corpo-seco - É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em
vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.
Pisadeira - É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.
Mula-sem-cabeça - Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.
Mãe-de-ouro - Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.
Saci-Pererê - O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Enrico de prata

Linda história vale a pena conferir no Livro pois possui uma belíssima ilustração.
HÁ MUITO, MUITO TEMPO, NUM LUGAR MUITO, MUITO DISTANTE, VIVIA UM RICO MERCADOR CHAMADO ENRICO DE PRATA.

ENRICO ERA, DE LONGE, O HOMEM MAIS RICO DE SEU PAÍS. TINHA TUDO QUE O DINHEIRO PODIA COMPRAR. MAS HAVIA UM PEQUENO PROBLEMINHA. POR MAIS DINHEIRO QUE ENRICO DE PRATA TIVESSE, ELE NÃO ERA FELIZ. POR MAIS QUE POSSUÍSSE GRANDES CASTELOS, CAVALOS VELOZES OU CARRUAGENS ELEGANTES, ELE CONTINUAVA SENDO UM VELHO AZEDO E ENJOADO.

UM DIA, QUANDO ENRICO NÃO AGÜENTAVA SER INFELIZ POR NEM MAIS UM SEGUNDO SEQUER, ELE BRADOU:
– JÁ CHEGA! NÃO AGÜENTO MAIS ISSO!
VEJA SÓ, BEM LÁ NO FUNDO, ENRICO ERA BOA GENTE. MAS FELICIDADE ERA UM ABSOLUTO MISTÉRIO PARA ELE, E SABIA QUE PRECISAVA TOMAR UMA ATITUDE A RESPEITO.
ENTÃO, DECIDIU PROCURAR OS MELHORES MÉDICOS QUE O SEU DINHEIRO PUDESSE PAGAR. TODO DIA, ENTRAVA NUMA DE SUAS CARRUAGENS ELEGANTES E, TODO DIA, VOLTAVA SEM UMA RESPOSTA. LOGO SE TORNOU EVIDENTE QUE NENHUM MÉDICO PODERIA RESOLVER SEU PROBLEMA.

FATO NÚMERO 1: SÓ PORQUE ALGO É CARO, NÃO SIGNIFICA QUE TENHA VALOR
O MOTORISTA DE ENRICO, QUE PERCEBIA O QUÃO INFELIZ ESTAVA SEU CHEFE, DECIDIU ENTÃO LHE FALAR A RESPEITO DE UM VELHO SÁBIO QUE VIVIA MUITO LONGE, NA CIDADE ANTIGA.
– OUVI DIZER QUE ELE TEM RESPOSTA PARA TUDO. TALVEZ SAIBA COMO AJUDÁ-LO, SENHOR.
– QUANDO QUISER A SUA OPINIÃO, EU A COMPRO DE VOCÊ - RESPONDEU ENRICO.
É CLARO QUE O MOTORISTA NEM FICOU OFENDIDO, POIS ELE (ASSIM COMO TODO MUNDO) JÁ SE ACOSTUMARA COM O JEITO DIFÍCIL DE ENRICO, QUE NUNCA SE DAVA POR SATISFEITO.

FATO NÚMERO 2: GENTE INFELIZ GOSTA QUANDO TODO MUNDO AO SEU REDOR FICA FELIZ
DE QUALQUER FOREM, ENRICO ESTAVA TÃO DESESPERADO QUE, SEM PEDIR DESCULPAS PELA GROSSERIA, MANDOU SEU MOTORISTA LEVÁ-LO IMEDIATAMENTE AO VELHO SÁBIO.
ELE SUBIU EM SUA CARRUAGEM MAIS LUXUOSA, COM SEUS CAVALOS MAIS VELOZES, LEVANDO SEUS MAIORES SANDUÍCHES, E FOI AO ENCONTRO DO VELHO SÁBIO QUE VIVIA MUITO LONGE.
DEPOIS DE DEZ LONGOS DIAS E NOVE LONGAS NOITES, ENRICO DE PRATA CHEGOU À CIDADE ANTIGA.
HAVIA MUITAS COISAS BONITAS PARA SE VER, MAS ENRICO NÃO DAVA BOLA.
ESTAVA OCUPADO DEMAIS TENDO PENA DE SI PRÓPRIO, JÁ QUE HAVIA COMIDO TODOS OS SEUS SANDUÍCHES E SUA BARRIGA ESTAVA RONCANDO.
ELES PASSARAM POR PRÉDIOS GRANDIOSOS, E MUITAS CATEDRAIS, MAS ENRICO FICOU DESAPONTADO AO VER QUE SEU MOTORISTA NÃO PARAVA EM NENHUM DELES.
ENFIM, QUANDO ENRICO ACHAVA QUE IA DESMAIAR DE FOME, A CARRUAGEM PAROU Á FRENTE DE UMA SIMPLES E PEQUENA CABANA.
– QUE LUGAR É ESSE? - GRITOU ENRICO DE PRATA PARA SEU MOTORISTA. - ESTE É O ENDEREÇO QUE ME DERAM, SENHOR.
– NÃO PARECE SER A CASA DE UM HOMEM IMPORTANTE – DISSE ENRICO.
– DESCE E VAI LÁ VER. ASSIM FEZ O SEU MOTORISTA E, COMO PREVISTO, ELES HAVIAM ACHADO A CASA CERTA.
ENRICO DE PRATA SALTOU DA CARRUAGEM, OLHOU PARA OS LADOS PARA TER CERTEZA DE QUE NINGUÉM O ESTAVA OBSERVANDO, E BATEU À PORTA. A PORTA SE ABRIU E LÁ ESTAVA UM VELHO BAIXINHO, CUJA BARBA QUASE CHEGAVA AO CHÃO.
ENRICO SE APRESENTOU, E QUANDO DISSE AO VELHO QUE VIERA DE MUITO LONGE PARA VÊ-LO, FOI CONVIDADO A ALMOÇAR E A EXPLICAR SEU PROBLEMA.
– BOM. ESTOU COM MUITA FOME. PODIA COMER UM BOI – DISSE ENRICO, QUE ESTAVA ACOSTUMADO A SER SERVIDO.
– NÓS NÃO VAMOS COMER UM BOI - DISSE O SÁBIO, COM UM LEVE SORRISO. - MAS MINHA MULHER É ÓTIMA COZINHEIRA. VENHA Á COZINHA E COMA CONOSCO.
ENTÃO ELES SE SENTARAM NUMA MESINHA, E ENRICO COMEU COMO SE PASSASSE FOME HÁ SEMANAS.
A SITUAÇÃO ESTÁ PÉSSIMA – EXPLICOU ENRICO, QUANDO TERMINOU UM DELICIOSO PRATO DE ESPAGUETE.
PASSEI A VIDA TODA ACUMULANDO UMA FORTUNA PARA PODER SER FELIZ. AGORA TENHO TODO O DINHEIRO QUE UM HOMEM PODE QUERER, MAS AINDA ASSIM NÃO SOU FELIZ.
O VELHO NÃO FICOU NEM UM POUCO SURPRESO. ELE CHEGOU PERTO DE ENRICO E DISSE:
– HÁ UM SEGREDO MUITO IMPORTANTE QUE DEVEMOS APRENDER NESTA VIDA, MAS É MUITO DIFÍCIL DE PERCEBER, E AINDA MAIS DIFÍCIL DE OUVIR A RESPEITO, ENTÃO A MAIORIA DAS PESSOAS DEIXA PASSAR.
– QUE SEGREDO É ESSE? - PERGUNTOU ANSIOSO ENRICO.
– - O SEGREDO… - DISSE O SÁBIO, DANDO UMA BREVE PAUSA ENQUANTO ENRICO SE AJEITAVA NA CADEIRA E AGUÇAVA OS OUVIDOS. - O SEGREDO É O SEGUINTE: SE VOCÊ PARTILHA O QUE POSSUI E PENSA NOS OUTROS ANTES DE PENSAR EM SI MESMO, VOCÊ VAI ENCONTRAR A FELICIDADE.
– ENRICO DE PRATA ESTAVA CHOCADO.
– É SO ISSO? - INDAGOU.
– É TUDO ISSO – RESPONDEU O VELHO.
ENRICO NUNCA OUVIRA FALAR SOBRE PARTILHAR E PENSAR NOS OUTROS PRIMEIRO. A VIDA INTEIRA, ESCUTARA QUE PARA SER RICO E BEM-SUCEDIDO TERIA PRIMEIRO. A VIDA INTEIRA TERIA DE PENSAR EM UMA ÚNICA COISA: EM SI PRÓPRIO! ELE COÇOU A CABEÇA E FRANZIU AS SOBRANCELHAS. ISSO NÃO PODIA ESTAR CERTO. O VELHO SÓ PODIA SER UM CHARLATÃO. UM IMPOSTOR. UM EMBUSTEIRO! ENRICO QUIS SAIR DE LÁ IMEDIATAMENTE.
– O SENHOR DEVE SER UM HOMEM MUITO OCUPADO. NÃO VOU MAIS TOMAR O SEU TEMPO – DISSE ENRICO, FINGINDO SER EDUCADO.
– COMO QUISER – DISSE O VELHO, SORRINDO. - ESPERO QUE ENCONTRE O QUE ESTÁ PROCURANDO.
– OBRIGADO – GRUNHIU ENRICO, QUE SAIU A PASSOS RÁPIDOS E BATEU A PORTA ATRÁS DE SI.

– FATO NÚMERO 3: QUANDO VOCÊ DIZ A VERDADE, AS PESSOAS COSTUMAM BATER A PORTA NA SUA CARA.
– ENRICO FICOU PARADO NA RUA POR ALGUNS MINUTOS, SEM SABER O QUE FAZER. A SITUAÇÃO PARECIA NÃO TER MAIS JEITO. VIERA DE LONGE PARA ENCONTRAR UM VELHO SÁBIO QUE, NO FIM DAS CONTAS, ERA DOIDO DE PEDRA.
– ENRICO DECIDIU QUE NÃO QUERIA CONVERSAR COM NINGUÉM POR UM TEMPO, NEM MESMO COM SEU MOTORISTA. ELE CHECOU SE SUA GORDA BOLSA, CHEIA DE DINHEIRO, CONTINUAVA EM SEU PODER E FALOU AO MOTORISTA PARA ESPERAR.
– QUERIA DAR UMA ESPIADA.
– QUERIA PENSAR.
– CAMINHOU POR HORAS E HORAS NA CIDADE ANTIGA. À CERTA ALTURA, PASSOU POR UM HOMEM QUE TENTAVA TROCAR A RODA DA CARROÇA DELE. O HOMEM OLHOU PARA ELE E SEUS OLHOS SE CRUZARAM. ENRICO FICOU SEM GRAÇA. PARECIA QUE O HOMEM ESTAVA TRABALHANDO HÁ HORAS E FICOU CLARO QUE PRECISAVA DE AJUDA, MAS ERA UM TRABALHO DURO E COMPLICADO. ALÉM DISSO, NINGUÉM MAIS HAVIA PARADO PARA AJUDAR. ENTÃO, POR QUE ENRICO IRIA FAZÊ-LO? ELE CONTINUOU A SUA CAMINHADA E VOLTOU A PENSAR SOBRE SI MESMO E COMO FARIA PARA ENCONTRAR A FELICIDADE.
– O TEMPO PASSOU, E ENRICO FINALMENTE SE DEU CONTA DE QUE ESTAVA ESCURECENDO E NÃO HAVIA MAIS NINGUÉM NAS RUAS. ELE NÃO SABIA ONDE ESTAVA, NEM COMO FARIA PARA ACHAR SUA CARRUAGEM E O MOTORISTA.
– ENTÃO, DOIS HOMENS SALTARAM DA ESCURIDÃO. UM DELES USAVA UM TAPA-OLHO E CAMINHAVA COM UMA BENGALA. O OUTRO ERA BAIXO E NÃO TINHA DENTES. ELES GRITARAM PARA ENRICO:
– POR FAVOR, NOS AJUDE, SENHOR. ESTAMOS EM DIFICULDADES. O SENHOR PODERIA NOS DAR UM TROCADO?
– É CLARO QUE NÃO – DISSE ENRICO, TORCENDO O NARIZ. - SE VOCÊS PRECISAM DE DINHEIRO, QUE TRABALHEM. - COM ISSO, ENRICO SE VIROU PARA SAIR DALI.
DE REPENTE, OS DOIS HOMENS RESMUNGARAM ALGO E FRANZIRAM OS OLHOS. O BAIXINHO TINHA UMA VOZ AMEAÇADORA:
– DEVE HAVER UM ENGANO, DOUTOR. NÃO ESTAMOS PEDINDO O SEU DINHEIRO. VAMOS PEGAR TUDO.
– O HOMEM COM O TAPA-OLHO COMEÇOU A BRANDIR SUA BENGALA E A GRITAR PARA ENRICO.
– - VAMOS LEVAR SUAS ROUPAS TAMBÉM, SENHOR BACANA. E SEJA RÁPIDO.
ENRICO NUNCA FORA AMEAÇADO ANTES. PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA, ELE SENTIU MEDO. RAPIDAMENTE, LHES DEU O QUE QUERIAM, E OS DOIS HOMENS CORRERAM NOITE ADENTRO, SATISFEITOS COM UM TRABALHO BEM-FEITO.
ENRICO FICOU SÓ, DE CUECA E MEIAS, NUMA RUA ESCURA E VAZIA. ELE PODIA SENTIR AS LÁGRIMAS ESCORRENDO POR SEU ROSTO.
– - E AGORA? EU ME METI NUMA CONFUSÃO – MURMUROU PARA SI MESMO.

– FATO NÚMERO 4: PESSOAS INFELIZES SEMPRE ATRAEM MAIS INFELICIDADE.
– DE REPENTE, ELE OUVIU O BARULHO DE UMA CARROÇA DESCENDO A RUA.
– - SOCORRO! SOCORRO! - GRITOU ENRICO, ENQUANTO CORRIA PARA TENTAR FAZER A CARROÇA PARAR.
– - O QUE O SENHOR ESTÁ FAZENDO SEM ROUPAS NO MEIO DA RUA? - PERGUNTOU O HOMEM SIMPLES QUE DIRIGIA A CARROÇA.
– - FUI ROUBADO. DOIS LADRÕES APARECERAM E BATERAM EM MIM. ELES LEVARAM TUDO. POR FAVOR, ME AJUDE – GRITOU ENRICO, SENTINDO-SE TERRIVELMENTE HUMILHADO.
– - O SENHOR ME AJUDOU QUANDO EU PRECISAVA? - PERGUNTOU O HOMEM. ENTÃO ENRICO SE DEU CONTA DE QUE ERA O MESMO HOMEM QUE PRECISARA DE AJUDA PARA TROCAR A RODA DA CARROÇA, O MESMO HOMEM QUE ENRICO IGNORARA.
– - PEÇO MIL DESCULPAS – DISSE ENRICO, ARREPENDIDO DE NÃO TÊ-LO AJUDADO QUANDO TEVE CHANCE. ENRICO FICOU LÁ, PARADO, DE CUECAS, CHORAMINGANDO.
– - PARA ONDE O SENHOR ESTÁ INDO? - PERGUNTOU O HOMEM.
– QUERO IR SOARA GRANA PRETA, O MEU CASTELO – RESPONDEU ENRICO. - FICA AO PÉ DAS MONTANHAS TUTUABEÇA.
HOUVE UMA LONGA PAUSA. O CASTELO DE ENRICO ERA MUITO LONGE, E ELE TINHA CERTEZA DE QUE O HOMEM NÃO IRIA AJUDÁ-LO. ELE SE SENTIA INDEFESO E PERDIDO.
– - NA VERDADE, VOU PASSAR PELAS MONTANHAS TUTUABEÇA, E O LEVO ATÉ LÁ. MAS O SENHOR TERÁ DE TRABALHAR PARA MIM ATÉ CHEGARMOS – DISSE O HOMEM DA CARROÇA.
– - EU, TRABALHAR PARA VOCÊ? - EXCLAMOU ENRICO DE PRATA, BRANDINDO OS BRAÇOS COM RAIVA. SEM CHANCE. SOU O MERCADOR MAIS RICO DA REGIÃO. EU NÃO TRABALHO PRA NINGUÉM.
– - TODO O DINHEIRO DO MUNDO NÃO VAI LHE AJUDAR AGORA. BOA SORTE- DISSE O HOMEM, QUE COMEÇOU A SE AFASTAR.
– ENRICO ENTROU EM PÂNICO. SABIA QUE NÃO HAVIA OUTRA ESCOLHA.
– - POR FAVOR, VOLTE AQUI. DESCULPE SE O OFENDI. É CLARO QUE VOU TRABALHAR PARA VOCÊ.
– - BEM, ENTÃO SUBA – DISSE O HOMEM. - E NADA DE FICAR RECLAMANDO.
– - SEM RECLAMAR – REPETIU ENRICO, LUTANDO PARA SUBIR A BORDO COM SUAS MEIAS.
– - MEU NOME É FORFILLA – ANUNCIOU O HOMEM, ENQUANTO FAZIA O CAVALO ANDAR. , AS QUERO QUE ME CHAME DE SR. FORFILLA.
– - EU SOU ENRICO DE PRATA, MUITO HONRADO EM CONHECÊ-LO, SR. FORFILLA – DISSE ENRICO, ENXUGANDO AS LÁGRIMAS DOS OLHOS.
– - PONHA ISSO. O SENHOR ESTÁ RIDÍCULO – DISSE O SR. FORFILLA, ESTENDENDO UM COBERTOR QUENTE PARA ENRICO SE COBRIR.
QUANDO CHEGARAM À PERIFERIA DA CIDADE, ELES PARARAM NA FRENTE DE UMA PEQUENA LOJA. O SR. FORFILLA PEDIU A ENRICO QUE PEGASSE UMA ESCRIVANINHA DE MADEIRA EM SUA CARROÇA E A ENTREGASSE AO HOMEM QUE TRABALHAVA LÁ.
ENRICO SE SENTIU MEIO RIDÍCULO, POIS ESTAVA VESTIDO APENAS UM COBERTOR. MAS LEMBROU-SE DE SUA PROMESSA E FEZ O QUE LHE FOI PEDIDO.
ERA UMA ESCRIVANINHA PESADA. ENRICO PENOU PARA TIRÁ-LA SOZINHO DA CARROÇA E CARREGÁ-LA PORTA ADENTRO. ERA UM TRABALHO DIFÍCIL, E ENRICO ESTAVA TODO SUADO QUANDO RETORNOU Á CARROÇA.
AO SE PREPARAREM PARA CONTINUAR A JORNADA, M HOMEM BAIXINHO SAIU CORRENDO DA LOJA, BEIJOU A MÃO DO SR. FORFILLA E ENTÃO LHE DEU UM BELO PAR DE BOTAS.
QUANDO O HOMEM VOLTOU PARA DENTRO, O SR. FORFILLA SE VOLTOU PARA ENRICO E DISSE:
– CALCE ISSO. O SENHOR NÃO PODE EXECUTAR TAREFAS PARA MIM USANDO APENAS MEIAS.
– - ESTAS SÃO AS MELHORES BOTAS QUE JÁ VI - DISSE ENRICO, SENTINDO-SE AGRADECIDO PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA.
CALÇOU AS BOTAS, E ELAS ERAM DO TAMANHO CERTO. ELE SE AGASALHOU COM O COBERTOR, E OS DOIS CONTINUARAM A JORNADA.
ENRICO ESTAVA MUITO CANSADO E, EM QUESTÃO DE MINUTOS, ADORMECEU.
QUANDO ACORDOU, JÁ ERA DE MANHÃ. O SOL BRILHAVA, OS PÁSSAROS CANTAVAM, MAS A CARROÇA NÃO SE MOVIA.
O SR. FORFILLA ESTAVA TERMINANDO SEU CAFÉ-DA-MANHÃ. ELE OLHOU PARA ENRICO E DISSE:
– ACORDOU ANIMADO, SR DE PRATA? O SENHOR VAI ACHAR UMA VELHA CADEIRA NO FUNDO DA CARROÇA. QUERO QUE A ENTREGUE AO HOMEM QUE TRABALHA NAQUELA LOJA LOGO ALI.
ENRICO NÃO GOSTOU DE TER QUE TRABALHAR ANTES DO CAFÉ, MAS HAVIA FEITO UMA PROMESSA AO SR. FORFILLA E QUERIA CHEGAR EM CASA. ENTÃO DESCEU COM SUAS BOTAS NOVAS E SEU COBERTOR ENROLADO E PEGOU A CADEIRA NO FUNDO DA CARROÇA. À LUZ DO DIA, REPAROU QUE NÃO ERA UMA CADEIRA COMUM. ERA UMA DAS MELHORES CADEIRAS QUE O DINHEIRO PODIA COMPRAR, E HAVIA SIDO FEITA COM INACREDITÁVEL AMOR E CUIDADO.
– ISTO DEVE VALER UMA FORTUNA – EXCLAMOU ENRICO.
– O SR. FORFILLA LHE DISSE PARA FICAR QUIETO E CONTINUAR O SEU TRABALHO.
ENRICO CARREGOU A CADEIRA ATÉ A PEQUENA LOJA. LOGO CONCLUI QUE ERA UMA ALFAIATARIA, AO SE VER RODEADO DE TECIDOS E MÁQUINAS. LÁ, ATRÁS DE UMA MESA, SENTADO NUMA CADEIRA MUITO DESCONFORTÁVEL, ESTAVA UM HOMEM BEM VELHINHO.
– COLOQUE ALI - DISSE O SR. FORFILLA, QUE HAVIA ENTRADO ATRÁS DE ENRICO.
– OBRIGADO. O SR. É UM ANJO - DISSE O ALFAIATE AO SR. FORFILLA. - MINHAS COSTAS DOLORIDAS VÃO GOSTAR DESTE BELO PRESENTE. - ENTÃO O HOMEM SE AGACHOU SOB SUA MESA E TIROU DOIS CASACOS MUITO BEM DOBRADOS. -
– POR FAVOR, ACEITE. VÃO MANTER O SENOR E O SEU AMIGO AQUECIDOS NUMA NOITE FRIA.
– O ALFAIATE LHES ENTREGOU OS CASACOS MAGNÍFICOS, QUE ERAM FEITOS DA MELHOR COURO E COSTURADOS COM O MAIOR CUIDADO.
– ENRICO DE PRATA FICOU SEM FALA. ERA O MAIS BELO PRESENTE QUE JÁ GANHARA.
– OS PRÓXIMOS DEZ DIAS SE SEGUIRAM DA MESMA FORMA. O SR.FORFILLA APARECIA COM UM MONTE DE COISAS DO FUNDO DE SUA CARROÇA(MARTELOS, QUADROS, LENÇÓIS E UM INFINITO SUPRIMENTO DE MÓVEIS E ROUPAS), E ENRICO AS CARREGAVA PARA DENTRO DAS CASAS E LOJAS DE OUTRAS PESSOAS.
ELE NUNCA HAVIA TRABALHADO TANTO NA VIDA. NUNCA HAVIA VISTO TANTA GENTE SORRIR. ESTAVA COMEÇANDO A SE SENTIR BEM CONSIGO MESMO.

FATO NÚMERO 5:
SORRIR E CONTAGIOSO.
TODA VEZ QUE ENRICO ENTREGAVA ALGUMA COISA A ALGUÉM, GANHAVA DE VOLTA UMA OUTRA IGUALMENTE ÚTIL. E AO FIM DE CADA DIA, UM DESCONHECIDO BONDOSO OFERECIA A ELE E AO SR. FORFILLA UMA REFEIÇÃO E UMA CAMA QUENTE PARA DORMIREM.
ÁS VEZES HAVIA MÚSICA, E ELES CANTAVAM E DANÇAVAM.
ENRICO ESTAVA DORMINDO MELHOR DO QUE NUNCA EM SUA VIDA.
QUANDO ESTAVAM QUASE CHEGANDO AO SEU DESTINO, ENRICO SE VIROU PARA O SR.FORFILLA E DISSE:
– SUA VIDA É EXTREMAMENTE SIMPLES, E AINDA ASSIM PODE-SE VER QUE É UMA VIDA FELIZ. COMO PODE SER?
O ROSTO DO SR.FORFILLA SE ILUMINOU, E SEUS OLHOS BRILHARAM COMO SE HOUVESSE UM MONTE DE VELAS ESCONDIDAS.
– SOU FELIZ PORQUE CONHEÇO UM SEGREDO – RESPONDEU ELE.
– E QIE SEGREDO É ESSE? - PERGUNTOU ENRICO.
– NA VERDADE, É BEM SIMPLES – RESPONDEU O SR.FORFILLA. - SE VOCÊ PARTILHA O QUE POSSUI E PENSA NOS OUTROS ANTES DE PENSA EM SI MESMO, VOCÊ VAI ENCONTRAR A FELICIDADE.
ENRICO FICOU SURPRESO E SILENCIOSO, POIS ERA EXATAMENTE O QUE O VELHINHO DA CIDADE ANTIGA LHE DISSERA. MAS CONTINUAVA CONFUSO. ELES ESTAVAM RODANDO POR HORAS NO MEIO DE UMA FLORESTA, E ENRICO DECIDIU PEGAR AS RÉDEAS POR UM TEMPO, PARA QUE O SR. FORFILLA PUDESSE DESCANSAR.
ELE SE AGASALHOU COM O CASACO DE QUE TANTO GOSTAVA E, ENQUANTO O SR. FORFILLA DORMIA, PENSAVA COMO ERA AFORTUNADO POR TER ESTE BELO E QUENTE CASACO NUMA NOITE TÃO FRIA.
LEMBRO-SE DE COMO AS PESSOAS HAVIAM SIDO GENTIS. PERCEBEU QUE POR MAIS DE UMA SEMANA NÃO PENSAVA SOBRE A QUANTIDADE DE DINHEIRO QUE POSSUÍA. PERCEBEU QUE ESTAVA FELIZ.
QUANDO ALCANÇARAM OS LIMITES DA FLORESTA, PASSARAM POR UM MENDIGO TRÊMULO E DESCALÇO, QUE NÃO TINHA UM CASACO OU BOTAS PARA SE AQUECER. ENRICO TEVE PENA, MAS CONTINUOU EM FRENTE.
NO MEIO DA ESTRADA, PORÉM ELE PARAOU DE RENTE. FINALMENTE, HAVIA ENTENDIDO O QUE TODO MUNDO VINHA LHE DIZENDO. ELE TINHA ALI A OPORTUNIDADE DE ATENDER ÀS NECESSIDADES DE OUTRA PESSOA ANTES DAS SUAS.
ELE DESCEU DA CARROÇA E CORREU DE VOLTA PARA O MENDIGO. DEU A ELE SEU CASCO E SUAS BOTAS, ALÉM DE UM GRANDE ABRAÇO E UM BEIJO.
– POR FAVOR, ACEITE! ISSO ME FARÁ EXTREMAMENTE FELIZ – EXCLAMOU.
ANTES QUE O MENTIGO PUDESSE DIZER OBRIGADO, ENRICO CORREU DE VOLTA PARA A CARROÇA.
QUANDO O SOL ESTAVA NASCENDO. O SR. FORFILLA ACORDOU E VIU QUE ENRICO TINHA O VELHO CORBERTOR ENROLADO EM SEU CORPO E NADA ALÉM DE UM PAR DE MEIAS NOS PÉS.
– O QUE ACONTECEU COM SUAS ROUPAS? - PERGUNTOU.
ENRICO NÃO DISSE NADA, APENAS SE VIROU PARA O SR.FORFILLA E SORRIU PELA PRIMEIRA VEZ DESDE QUE DEIXOU DE SER CRIANÇA. SEU ROSTO S ILUMINOU E SEUS OLHOS BRILHAVAM COMO SE HOUVESSE UM MONTE DE VELAS ESCONDIDAS POR TRÁS DELES. O SR. FORFILLA SABIA EXATAMENTE O QUE HAVIA ACONTECIDO.
– NÓS ESTAMOS AGORA AOS PÉS DAS MONTANHAS TUTUABEÇA E POSSO VER SEU CASTELO DAQUI – DISSE O SR.FORFILLA.
– COMO O SENHOR SABE QUE AQUELE É MEU CASTELO? - PERGUNTOU ENRICO.
– PORQUE ERA MEU, ANTES DE O SENHOR COMPRÁ-LO – RESPONDEU O SR. FORFILLA. - JÁ FUI UM HOMEM MUITO RICO, E VIVIAS SOZINHO NAQUELE GRANDE CASTELO. MAS NÃO ERA FELIZ, ATÉ QUE DESCI DO MEU PEDESTAL E PARTILHEI O QUE EU TINHA COM OS OUTROS.
– ENRICO ESTAVA CHOCADO. ELE COMEÇAVA A VER AS COISAS COMO ELAS ERAM.
– ENTÃO É POR ISSO QUE O SENHO TINHA TODAS AQUELAS CADEIRAS LUXUOSAS! - EXCLAMOU.
– VEJO QUE É BEM ESPERTO PARA ALGUÉM COM UM NOME TÃO BOBO – DISSE O SR. FORFILLA.
– ENRICO OLHOU PARA O ALTO E RIU. ELE SABIA QUE HAVIA APRENDIDO UM SEGREDO MUITO IMPORTANTE SOBRE A FELICIDADE.
– LOGO CHEGARAM AO GRANAPRETA, E ENRICO PULOU DA CARROÇA.
– VENHA PARA DENTRO E EU LHE FAREI UM SANDUÍCHE – OFERECEU ENRICO.
– E OLHA QUE EU VOU MEMO – ACEITOU O SR.FORFILLA.
E OS DOIS AMIGOS ENTRARAM NO CASTELO.

FATO NÚMERO 6: QUANDO SE APRENDE A PARTILHAR, VOCÊ NÃO ENCONTRA SÓ FELICIDADE. ENCONTRA TAMBÉM UM AMIGO.

Fonte: Madona. Enrico de prata.–1ª ed.–Riode janeiro : Rocco, 2005.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009




quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dia do folclore - 22 de Agosto.


O QUE É O FOLCLORE BRASILEIRO?

Os hábitos do povo, que foram conservados através do tempo.
Dia do Folclore 22 de agosto - Decreto no. 56747 de 17/08/1965.
Folclore é uma palavra de origem inglesa cujo significado é ''conhecimento popular''.
As manifestações da cultura de um povo, seja através de suas lendas da sua alimentação, do seu artesanato, das suas vestimentas e de muitos de seus hábitos originais e os enriqueceram com novos hábitos criados após a reunião.
O folclore é passado de pais para filhos, geração após geração.
As canções de ninar, as cantigas de roda, as brincadeiras e jogos e também os mitos e lendas que aprendemos quando criança é parte do folclore que nos ensinam em casa ou na escola.
Fazem parte do folclore os utensílios que o povo fabrica para o uso de ornamentação, como as cestas de vime, e os objetos de cerâmica, madeira e couro.
Os tecidos, a renda, os adornos de miçangas e penas, também existem ainda muitas outras atividades que fazem parte do folclore.
O folclore é o meio que o povo tem para compreender o mundo.
Utilizando a sua imaginação, o povo procura resolver os mistérios da natureza e entender as dificuldades da vida e seus próprios temores.
Conhecendo o folclore de um país podemos compreender o seu povo. E assim passamos, a saber, ao mesmo tempo, parte de sua História.
O folclore brasileiro é um dos mais ricos do mundo. Nele, estão as marcas dos diferentes povos que formaram nossa nação, principalmente o indígena, o africano e o europeu.
Imagine uma colcha de retalhos multicolorida com uma mistura de figuras geométricas, estampas e texturas. Assim é nossa herança cultural. Saci-pererê, feijoada, redes de dormir, chinelo de palha, fita do Nosso Senhor do Bonfim, brincadeira de esconde-esconde, bumba-meu-boi, samba, panelas de barro, ferradura atrás da porta, carnaval e futebol.
Conhecer, cultivar e estudar nossas tradições é uma forma de manter vivas as raízes nacionais. Veja aqui o que é folclore e conheça as principais tradições do nosso povo.
Popular ou folclórico? O folclore é popular, mas segundo grandes estudiosos do assunto – como Luís da Câmara Cascudo –, nem tudo o que é popular é folclórico. Para um costume ser considerado folclore é preciso ter origem anônima, ou seja, não se saber ao certo quem o criou. Deve ser aceito e praticado por um grande número de indivíduos. Também precisa resistir ao tempo e ser passado de geração em geração.
A transmissão? De boca em boca. Ao pé do fogo, na beira do fogão, nos encontros sociais, na missa, enfim, no dia-a-dia do nosso país.

ORIGEM DO FOLCLORE BRASILEIRO?

A palavra folclore vem do inglês folk lore. Folk quer dizer povo e lore, estudo, conhecimento. Portanto, folclore é o estudo dos costumes e tradições de um povo. Esse termo foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms (1803-1885), pesquisador da cultura popular européia. Em 22 de agosto de 1846, ele publicou um artigo com o título "Folk-lore", na revista The Athenaeum, propondo a criação do termo. Com isso, o dia 22 de agosto tornou-se data de referência do surgimento do termo folclore, que gradativamente foi incorporada a todas as línguas dos povos considerados civilizados.
William John Thoms utilizava o termo folk-lore para indicar o conjunto de antiguidades populares. O conceito dirigia-se principalmente aos objetos da arte popular, o artesanato. Mas em seu famoso artigo, Thoms citava também usos, costumes, cerimônias, crenças, romances, refrãos e superstições dos tempos antigos.

LENDAS E MITOS

O folclore brasileiro é rico em personagens mágicos. Esses seres que habitam o mundo dos mitos e lendas geralmente estão associados à natureza. Algumas dessas histórias chegaram aqui com os povos que colonizaram nossas terras, como os portugueses. Outras nasceram com os índios, súditos por excelência da mãe natureza. Há aquelas que são contadas há décadas e mais décadas sem que ninguém saiba ao certo como surgiram. Surgiram da necessidade que os povos tinham de explicar e justificar fatos e acontecimentos. Com características fantasiosas, impressionantes e surpreendentes, as lendas e os mitos foram o ponto de partida para os conhecimentos científicos. Conhecê-las é viajar pelo reino do folclore com o passaporte carimbado pela embaixada do sonho e da imaginação

MÚSICAS
Todas as culturas criaram formas musicais para acompanhar seus trabalhos, ritos e festas.
Os folcloristas acreditam que tais canções sejam fruto de criações individuais, mesmo que depois apresentem alterações introduzidas por seus usuários.
A música folclórica é geralmente monofônica (executada por uma só voz), embora em algumas partes do mundo sejam comuns as canções para duas ou mais vozes. Cumpre distinguir essa música folclórica da que se denomina popular ou ligeira, composta por profissionais para enormes platéias, e que é um fenômeno que data somente do século XIX.
Existe um grande número de cantigas e elas encantam jovens e idosos geração após geração.
ATIREI O PAU NO GATO
Atirei o pau no gato-to
Mas o gato-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca admirou-se-se
Do berro, do berro que o gato deu:
Miau!

A CANOA VIROU
A canoa virou,
Por deixá-la virar,
Foi por causa do(a) (nome de pessoa)Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,Tirava o(a) (nome da pessoa)Do fundo do mar.
Como brincar: As crianças giram na roda cantando a primeira quadra, na qual é mencionado o nome de uma delas. Esta, deixando as mãos das colegas, faz meia volta, dá-lhes as mãos e, de costas para o centro da roda, continua a caminhar. Novamente é cantada a primeira quadra, sendo escolhida a criança que estiver à esquerda daquela que virou. Quando todas estiverem de costas para o centro da roda, passa a ser cantada a quadra seguinte e, uma a uma, as crianças voltam à posição inicial.

CAI, CAI, BALÃO
Cai, cai, balão!
Cai, cai, balão!
Na rua do sabão.
Não cai, não!
Não cai, não!
Não cai, não!
Cai aqui na minha mão!

O CRAVO BRIGOU COM A ROSA
O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.
O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.


FESTAS
As festas populares estão ligadas à religião e ao trabalho do povo.
A cultura brasileira recebeu a contribuição de diversos povos, o que levou nossas festas populares a terem identidade própria, pois resultaram da mistura de diferentes histórias e costumes.
Em junho, o Brasil ganha arraiais coloridos. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas, barracas e fogueiras para as festas dedicadas a São João, Santo Antônio e São Pedro. É hora de dançar quadrilha, participar de jogos e brincadeiras. Muitas são as delícias para saborear: pipoca, pinhão, pé-de-moleque, canjica e paçoca de amendoim. Os mais corajosos enfrentam o pau-de-sebo, um tronco alto e escorregadio, difícil de subir. Quem quer namorar faz simpatias e pedidos para Santo Antônio, o santo casamenteiro.
A Folia de Reis é uma das várias comemorações de caráter religioso que se repetem há séculos em nosso país. Ela é realizada entre a época do Natal e o Dia de Reis, em 6 d e janeiro. Grupos de cantadores e músicos percorrem as ruas de pequenas cidades como Parati, no Rio de Janeiro, e Sabará, em Minas Gerais, entoando cânticos bíblicos que relembram a viagem dos três Reis Magos que foram a Belém dar boas-vindas ao Menino Jesus.De origem portuguesa e com características diferenciadas em cada região do Brasil, a Festa do Divino é composta de missas, novenas, procissões e shows com fogos de artifícios.
Em cidades do Maranhão, bonecos gigantes divertem as crianças, enquanto grupos de cantadores visitam as casas dos fiéis recolhendo ofertas e donativos para a grande festa de Pentecostes.
Em Piracicaba, interior de São Paulo, as comemorações ocorrem em julho, às margens do Rio Piracicaba, reunindo milhares de pessoas.
Em Belém do Pará acontece anualmente em outubro uma grande festa religiosa que chega a reunir cerca de 1 milhão de pessoas: o Círio de Nazaré. A multidão lota as ruas da cidade para acompanhar a procissão, que dura até cinco horas, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os romeiros que vão pagar promessas pela cura de doenças, por exemplo, andam descalços e seguram a corda de isolamento que protege a santa. No final, os participantes vestem roupas novas e se alimentam dos pratos típicos da região, como o pato no tucupi, o tacacá e o arroz com pequi. Conheça agora algumas das nossas festas populares:

MARACATU
O maracatu nasceu entre os negros de Recife, da mistura do culto católico à Nossa Senhora com a devoção aos orixás das religiões africanas.Atualmente, muitas das características sagradas e religiosas do folguedo desapareceram, e o maracatu é representado principalmente durante o carnaval.A rainha Ginga tem nas mãos uma ou duas bonecas, chamadas calungas, que detêm os segredos e mistérios da festa. No carnaval, o maracatu desfila com a rainha e as damas de honra, que são acompanhadas pelo rei, chamado Dom Henrique, por seus cavaleiros e pelo rei Tupi.

CARNAVAL
O carnaval é a maior festa popular do Brasil. Adultos e crianças caem na folia, com fantasias e máscaras, nos dias dedicados à diversão e às brincadeiras. O feriado oficial é na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas.Em Portugal, ele foi chamado de “entrudo”, pois ocorria antes da entrada na Quaresma.Personagens característicos e tradicionais do carnaval:
MOMO Segundo a mitologia greco-romana, Momo era o filho do sono e da noite e sua função era cuidar das ações dos deuses e dos homens.De acordo com a história da Arte, era o ator que representava nas peças populares do teatro. Originou-se dos bobos encarregados de divertir os senhores portugueses com mímicas e farsas populares.
ARLEQUIM Personagem da antiga comédia italiana, que tinha a função de divertir o público com piadas nos intervalos das apresentações. Amante de Colombina
COLOMBINA Companheira de Pierrô. Namoradeira, alegre, bela, esperta. Vestia-se de seda ou cetim branco e usava saia curta e bonezinho.
PIERRÔ Usava calça e casaco bem largos, este de grande gola franzida e enfeitado com pompons. Pierrô é o personagem ingênuo e sentimental do carnaval.

FESTAS JUNINAS
As festas juninas são comemoradas no mês de junho e são feitas em homenagem a três santos da Igreja Católica:
Santo Antônio — 13 de junho São João — 24 de junho São Pedro — 29 de junhoParece que a tradição de fazer grandes festas no mês de junho existe desde a época em que nossos antepassados deixaram de viver apenas como caçadores e passaram a se dedicar à agricultura.Na Europa, depois de um inverno sempre longo, os primeiros sinais do verão e da volta do calor aparecem no mês de junho e, nessa época, começaram a ser feitas enormes festas, com grandes fogueiras, muita comida, bebida, cantos e danças, para agradecer aos céus pela chegada do verão e para pedir uma boa colheita.Com o tempo, essas festas começaram a ter padroeiros e, finalmente, incorporaram os santos da Igreja Católica. A tradição de homenagear os santos católicos em grandes festas foi trazida ao Brasil pelos portugueses e, depois, por outros imigrantes, principalmente os italianos.
Santo Antônio - 13 de junhoSanto Antônio, que se chamava Fernando de Bulhões antes de se tornar membro da Ordem de São Francisco, nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e morreu perto da cidade italiana de Pádua em 13 de junho de 1231.No Brasil, é um dos santos mais populares e considerado o “santo casamenteiro”, além de ser o padroeiro de quase 230 cidades.
São João - 24 de junho São João Batista recebeu esse nome porque batizava as pessoas no Rio Jordão, poucos anos antes do ano zero da Era Cristã. Foi ele que, segundo a tradição católica relatada na Bíblia, batizou Jesus, cuja chegada ele profetizava com paixão. No ano de 28, a sua cabeça foi cortada e servida numa bandeja a Salomé, que havia pedido isso ao ditador Herodes.Existe uma tradição popular que diz que São João passa o dia inteiro de sua — festa 24 de junho — dormindo e, se acordasse, não resistiria ao clarão das fogueiras e desceria do céu para festejar também, o que provocaria a destruição do mundo pelo fogo.
São Pedro - 29 de junho São Pedro foi o apóstolo a quem Jesus entregou as chaves do reino dos céus e o escolhido para construir a Igreja Cristã. Seu nome era Simão e ele recebeu de Jesus o nome Pedro, que significa "rocha". Embora não se saiba com certeza, é provável que ele tenha morrido crucificado em Roma, na época do imperador Nero, por volta do ano 64.Em 1950, o túmulo de São Pedro foi encontrado embaixo da enorme basílica que leva seu nome, no Vaticano.
MAIS FESTAS POPULARES:

Lavagem do Bonfim
Fandango
Torém
Cavalhada
Pau-da-Bandeira
Congada
Círio de Nazaré
Festa do Divino
Candomblé

Capoeira
(Fonte: http://amigasdaedu.blogspot.com/2009/07/dia-do-folclore-22-de-agosto.html
Folclore Brasileiro = http://o2o2.vilabol.uol.com.br/O que é o folclore, Origem do folclore, Festas folclóricas, Músicas folclóricas, Lendas, Mitos, Festas populares, Folclore Brasileiro, Folclore, Tradições folcloricas.)
Related Posts with Thumbnails

Histórias para ler e viajar pelo imaginário

- O que significa trabalhar em equipe?
- A princesa e a ervilha

O que significa trabalho em equipe?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao curral da fazenda advertindo a todos:
- Há uma ratoeira na casa! Há uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi então até o porco e lhe disse:
- Senhor Porco, há uma ratoeira na casa, uma ratoeira...
O porco disse:
- Desculpe-me Senhor Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca.
A vaca lhe disse:
- O que Senhor Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo?
- Acho que não Senhora Vaca... Respondeu o rato.
Então o rato voltou para seu canto, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro sozinho.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital era grave, porém por um milagre se recuperou e voltou para casa, mas com muitos cuidados.
Saúde abalada nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal, a galinha.
Como a doença da mulher continuava, os parentes, amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher se recuperou e o fazendeiro feliz da vida resolveu dar uma festa, matou a vaca para o churrasco...
MORAL DA HISTÓRIA:
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando existir uma ratoeira todos correm risco.
(Fonte: catequistasheila)